24 de abril de 2017

A mão de obra infantil na Revolução Industrial

Esse vídeo mostra o trabalho do sociólogo e fotógrafo norte americano, Lewis Hine, que denunciou através das suas fotografias, as terríveis condições de trabalho das crianças durante a Segunda Revolução Industrial, como jornadas de trabalho longas de até 16 horas por dia, poucas horas de sono, o que frequentemente ocasionava acidentes e até mortes.
O trabalho e a denúncia de Lewis Hine foi muito importante para que legislações fossem criadas nos Estados Unidos para proteger as crianças.
No mundo, a exploração do trabalho infantil ainda existe, sob as mais diversas alegações.

22 de abril de 2017

Nosso lindo planeta azul - Dia da Terra

Hoje, dia 22 de abril, é o Dia da Terra. Esse dia foi criado para sensibilizar as pessoas sobre os problemas enfrentados por nosso planeta.
Esse vídeo é uma singela homenagem ao nosso planeta, nosso lar! Vamos cuidar bem dele!!! Vamos fazer a nossa parte com pequenas ações no nosso dia a dia, como reutilizar materiais, usar produtos de limpeza ecológicos que você mesmo pode fazer.
Atualmente, o Dia da Terra é comemorado por aproximadamente mais de 500 milhões de pessoas ao redor de todo o mundo.
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - Unesco intitula esta data como "Dia Internacional da Mãe Terra".

Atividades para o Dia da Terra

No Dia da Terra a sensibilização para os problemas que o planeta enfrenta é essencial. Experimente essas dicas de atividades para pôr em prática durante o Dia da Terra:
Plante uma árvore típica da sua zona;
Pinte um desenho do planeta Terra;
Incentive a reciclagem;
Reutilize materiais como plásticos e papelões para criar objetos recicláveis;
Faça uma limpeza na escola;
Pinte um muro com motivos ecológicos;
Use menos energia, desligue as luzes quando possível.

Apagar as Luzes no Dia da Terra

Em alguns lugares, surgem campanhas que incentivam as pessoas a desligarem as luzes durante um minuto no Dia da Terra, como forma de consciencializar as pessoas para um gasto menor de eletricidade.
É um evento parecido com a Hora do Planeta, que ocorre normalmente no último sábado do mês de março, e que propõe exatamente a mesma intenção. (Fonte: Calendarr Portugal)

21 de abril de 2017

Capitalismo Industrial - O mundo não será mais o mesmo

O Capitalismo Industrial corresponde à primeira fase da Revolução Industrial. Foi um período de enormes transformações no campo econômico, político e social, inicialmente na Inglaterra (Reino Unido a partir de 1707) e que depois vão se difundir pelo mundo. É preciso destacar o trabalho realizado pelos operários na época, em condições degradantes e insalubres, principalmente a exploração do trabalho infantil.
Esse vídeo é muito importante para a compreensão do assunto, assim como os dois anteriores: Sistemas econômicos - Capitalismo e Capitalismo Comercial. O primeiro aborda o capitalismo mostrando as características gerais, o segundo mostra como foi o capitalismo comercial e como foram criadas as condições para essa fase do vídeo de hoje, O capitalismo Industrial,  e como ele mudou o mundo de forma radical. Mudanças essas que continuam até hoje.
Gostaria de ouvir a opinião se vocês! Um abraço!

18 de abril de 2017

Movimento de translação da Terra

O movimento de translação é um dos mais importantes movimentos que a Terra realiza.
Esse vídeo apresenta animações para melhor compreensão do assunto, que mostra o movimento de rotação da Terra e dos outros planetas do nosso sistema solar e também que mostra quando é verão e inverno nos polos Norte e Sul.

16 de abril de 2017

O Universo

Desde a antiguidade existe a busca humana pelo cosmos. "Explorar o espaço não é um desejo recente. O céu sempre foi uma atração especial para o homem. Desde os primórdios da raça humana, o Sol, a Lua e os demais astros visíveis exerceram enorme fascínio sobre nós. Eram Deuses. Causavam medo e ao mesmo tempo admiração. Entretanto, a regularidade dos dias, das fases Lunares e a posição das demais estrelas no céu foram, ao longo do tempo, gradualmente sendo assimiladas e registradas. Isto faz da Astronomia a mais antiga das ciências".
Temos ainda um longo caminho a percorrer para tentar entender o que realmente é o universo e seus mistérios.

14 de abril de 2017

Movimento de Rotação da Terra

Olá colegas!
Fiz esse vídeo bem simples, que serve como uma introdução ao assunto movimentos da Terra, que eu trabalho no 1º do ensino médio. Ele poderá ser aprofundado conforme o grau em que se encontra o aluno. Podemos usar outros vídeos que façam simulações completas para que o assunto possa ser melhor compreendido.

13 de abril de 2017

Capitalismo Comercial

O capitalismo é um assunto complexo que envolve um processo que durou vários séculos. A fim de estudar o desenvolvimento do capitalismo, produzi esse vídeo para explicar, de forma resumida, o que foi o capitalismo comercial, suas origens e como ele possibilitou o acúmulo de capitais para os países europeus, que enriqueceram através do comércio e exploração de suas colônias. E foi justamente esse acúmulo de capitais que fez com que houvesse o capitalismo industrial, considerado por alguns autores como o verdadeiro capitalismo.
Não podemos nos esquecer que o Brasil foi fruto dessa exploração, já que foi uma colônia de exploração de Portugal.
Esse vídeo foi produzido para as minhas aulas de geografia do ensino médio, mas ficaria muito honrada se outros professores pudessem utilizá-lo para as suas aulas.
Mais vídeo de geografia no canal Regina Bolico.

11 de abril de 2017

Reciclagem e meio ambiente

Olá amigos e amigas do blog Regininha!!!
Hoje trago um vídeo sobre reciclagem e meio ambiente.
É uma publicação do blog Ambiente de Luz, mas trago ele aqui hoje para divulgar esse outro trabalho que faço em um blog ambiental e também para divulgar o meu canal no YouTube Regina Bolico.
Gostaria muito de saber a opinião de vocês. Um abraço!!!

10 de abril de 2017

Sistemas Econômicos - Capitalismo

O capitalismo vem se transformando desde as suas origens, na Europa.
Para melhor entender o conteúdo, que é vasto e complexo, e ao mesmo tempo faz parte do nosso dia a dia, é que esse vídeo foi elaborado. Ele mostra as características gerais do capitalismo, e serve como uma aula introdutória ao assunto.
As quatro fases do capitalismo (comercial, industrial, financeiro e informacional) serão estudadas separadamente.
O objetivo é que esse vídeo possa ser utilizado em sala de aula por professores de todo o Brasil e de fora do país.
Gostaria muito de saber a opinião de vocês.

8 de abril de 2017

A geografia dos transportes

Olá amigos e amigas do blog Regininha! Sejam sempre bem vindos(as)!!!
Hoje trago mais um trabalho para utilizar em nossas aulas. É sobre a geografia dos transportes.
Os transportes no ensino da geografia é muito importante, porque é entendendo o funcionamento e as características dos sistemas de transportes que podemos entender a evolução das sociedades. Um exemplo disso, é que o Brasil, mesmo sendo um país de dimensões continentais, prioriza o sistema rodoviário, que é antieconômico e poluente, enquanto as ferrovias se encontram em completo abandono.
É urgente que o Brasil diversifique o seu sistema de transporte a fim de deixar de priorizar o transporte rodoviário.

6 de abril de 2017

As paisagens no espaço geográfico

Olá colegas!!!
Aqui vai mais um vídeo da série que estou fazendo para a geografia do 1º ano do ensino médio. Como os demais, é um vídeo curtinho, mas que dá o seu recado. Espero que gostem!

1 de abril de 2017

Espaço geográfico modificado - o antes e depois de alguns lugares

Olá colegas!
Fiz o vídeo para mostrar as transformações no espaço geográfico feitas pelos seres humanos,  a partir de imagens que mostram o antes e o depois em alguns lugares. Gostaria que vocês ficassem atentos ao fato de que, em grande parte, a intervenção humana agrediu e destruiu áreas muito importantes e belas.
O jornalista e escritor Carlos Reverbel gostava de relatar a reação que o aterro do Guaíba gerou em um antropólogo norte-americano que esteve em Porto Alegre durante as obras. "Vocês estão estragando uma das paisagens mais bonitas do mundo. É pena que não se possa comprar a paisagem e transportá-las para países que saibam admirá-las e preservá-las".
Essas e outras modificações no espaço geográfico são mostradas no presente vídeo.
Espero que gostem!
As transformações mais radicais e velozes ocorrem na paisagem urbana.
Um exemplo é o lago Guaíba, que teve uma boa parte aterrada, o que destruiu uma belíssima baía que existia anteriormente.


18 de março de 2017

Os manguezais

Imagem: Galeria de deltafrut
Manguezais são terras planas, baixas e lamacentas, localizadas nas costas litorâneas das regiões tropicais, junto aos desaguadouros dos rios, no fundo de baías e nas enseadas. Estando em terrenos baixos e em contato com o mar, os manguezais contêm águas de baixo ou médio teor de salinidade. Os bosques de mangues, fixados sobre terreno lamacento, apresentam características muito particulares, como: temperaturas tropicais; área constantemente sob o controle e o fluxo das marés, que são de grande amplitude; depósitos volumosos de silte e areia fina, argila e grande quantidade de matéria orgânica, todos materiais típicos das áreas tropicais; baixos níveis de energia cinética.

Os manguezais localizam-se na sua maioria fora dos litorais de mar aberto. Estão sempre associados às áreas de fortes mares, porém abrigados dos fortes ventos e das ressacas; caracterizam-se por uma vegetação halófita tropical de mata, com algumas poucas espécies especiais que crescem na vasa marítima da costa ou no estuário dos rios. Os manguezais de todo o mundo ocupam uma área de aproximadamente 20 milhões de hectares, distribuídos principalmente nas latitudes intertropicais. No Brasil, os manguezais espalham-se por toda a faixa litorânea, desde o Amapá até Santa Catarina.
      
Os manguezais são ecossistemas importantes  para as populações que vivem fixadas ao longo do litoral, por causa da grande quantidade de crustáceos, moluscos e peixes que vivem nos mangues.
As porções mais ricas em vida marinha são as situadas junto às costas dos manguezais. Por essa razão, são vitais para a fauna e a flora marinha. Além disso, os manguezais formam extensos reservatórios que podem minimizar a ação de ventos fortes, como os ciclones.
Floresta de guarás . Imagem: BiosLogos


Esse post foi publicado originalmente em 30/05/2010 no meu blog que aborda temas ambientais, o Ambiente de Luz.

Fonte - livro: SCARLATO, Francisco Capuano e PONTIN, Joel Arnaldo. Do nicho ao lixo: ambiente, sociedade e educação.


13 de março de 2017

O que é geografia?

A geografia é o estudo do espaço geográfico.
Mas o que é esse espaço?
É o local ou meio onde vivem os seres humanos: a superfície terrestre.
Assim, o campo de estudo da geografia é o espaço da sociedade humana, em que homens e mulheres vivem e, ao mesmo tempo, produzem modificações que o (re)constroem permanentemente. Indústrias, cidades, agricultura, rios, solos, climas, populações, todos esses elementos ¬ além de outros ¬ constituem o espaço geográfico, isto é, o meio ou a realidade material em que a humanidade vive e do qual é parte integrante.
Tudo nesse espaço depende do ser humano e da natureza. Esta última é a fonte primeira de todo o mundo real. A água, a madeira, o petróleo, o ferro, o cimento e todas as outras coisas que existem nada mais são que aspectos da natureza. Mas o ser humano reelabora esses elementos naturais ao fabricar plástico a partir do petróleo, ao represar rios e construir usinas hidrelétricas, ao aterrar pântanos e edificar cidades, ao inventar velozes aviões para encurtar as distâncias.
Assim, o espaço geográfico não é apenas o local de morada da sociedade humana, mas principalmente uma realidade que é a cada momento (re)construída pela atividade do ser humano.
As modificações que a sociedade humana produz em seu espaço são hoje mais intensas que no passado. Tudo o que nos rodeia se transforma rapidamente. Com a interligação entre todas as partes do globo e com o desenvolvimento dos transportes e das comunicações, passa a existir um mundo cada vez mais unitário. Pode-se dizer que, em nosso planeta, há uma única sociedade humana, embora seja uma sociedade  plena de desigualdades e diversidades.
Os "mundos" ou as sociedades isoladas, que viviam sem manter relações com o restante da humanidade, cederam lugar ao espaço global da sociedade moderna.
Na atualidade, não existe nenhum país que não dependa dos demais, seja para o suprimento de parte das suas necessidades materiais, seja pela internacionalização da tecnologia, da arte, dos valores, da cultura.
Uma guerra civil, fortes geadas com perdas agrícolas, a construção de um novo tipo de computador, a descoberta de enormes jazidas  petrolíferas, enfim, um acontecimento importante que ocorra numa parte qualquer da superfície terrestre tem repercussões em todo o conjunto do globo. Muito do que acontece em áreas distantes acaba nos afetando de uma forma ou de outra, mesmo que não tenhamos consciência  disso. Não vivemos mais em aldeias relativamente independentes, como nossos antepassados longínquos, mas num mundo interdependente e no qual as transformações se sucedem numa velocidade acelerada.

Exemplo de reelaboração dos recursos da natureza feitas pelos seres humanos
Usina São Simão - GO
O represamento de um rio para a construção de uma usina hidrelétrica.
(Imagem: usina São Simão - Portal Brasil)
Aterro do Guaiba - Porto Alegre
O lago Guaiba (por muitos anos chamado de rio Guaiba), em Porto Alegre, sofreu sucessivos aterros, o que gerou impactos negativos na paisagem, já que ilhas foram engolidas e perdeu-se uma bela baía. 

Fonte - livro: VESENTINI, José William. Geografia: o mundo em transição. Ática, 2011.

22 de fevereiro de 2017

Questões sobre introdução ao conhecimento geográfico

01.(UFPE) “O tratamento dos aspectos físicos do planeta ou, como querem alguns, do quadro natural, não faz da geografia e nem da geografia física uma ciência natural, biológica ou da terra; ela é, acima de tudo, uma ciência do espaço e é aí que encontramos sua característica fundamental. Enquanto divisão geral das ciências, ela se encontra indubitavelmente entre as ciências humanas e é ali o seu lugar correto, haja vista possuir como objetivo primeiro o estudo do jogo de influências entre sociedade e natureza na organização do espaço.”   (MENDONÇA, Francisco. Geografia Física: Ciência Humana? Ed. Contexto, 1989)

Após a leitura do texto, pode-se afirmar que o autor:

a) considera que a Geografia, por ser uma ciência do espaço, não mantém relações com as ciências naturais, que se dedicam ao estudo da estruturação natural das paisagens.
b) defende que a Geografia é uma ciência humana, mas, mesmo assim, não pode ser considerada uma ciência social porque também estuda a estruturação do quadro natural.
c) só considera como análise geográfica a interpretação das interferências do quadro natural sobre a produção do espaço geográfico.
d) defende que o objetivo central da ciência geográfica é a análise da produção do espaço a partir das relações entre a sociedade e o meio natural.
e) concorda com o fato de que a Geografia é apenas uma disciplina e não uma ciência natural, biológica ou da Terra.

02. (UFPE) Vamos supor que um determinado pesquisador escreveu o seguinte texto sobre a Amazônia brasileira.

“A Amazônia brasileira, uma das principais regiões do País, está fadada ao subdesenvolvimento. O distanciamento físico entre ela e as demais regiões e as condições naturais extremamente adversas impedem ou dificultam consideravelmente qualquer tentativa governamental de promover o crescimento econômico regional. É praticamente impossível pensar em desenvolvimento num espaço geográfico caracterizado por um clima com elevadas temperaturas médias mensais, uma umidade relativa do ar excessiva e solos bastante lixiviados.”

Esse pesquisador está defendendo ideias que podem ser consideradas como nitidamente:

a) marxistas.
b) possibilistas.
c) neo-liberais.
d) neo-malthusianas.
e) deterministas.

03. (UFPE) “Os fatos da realidade geográfica estão intimamente ligados entre si e devem ser estudados em suas múltiplas relações. Não basta estudar isoladamente os diversos fenômenos que compõem a realidade; eles estão ligados uns aos outros.” Este é o princípio geográfico conhecido como:

a) Princípio de Conexão.
b) Princípio do Atualismo.
c) Princípio de Atividade.
d) Princípio do Criticismo.
e) Princípio da Complexidade Crescente

04. (UFPE) “Este princípio, enunciado por Jean Brunhes, chamava atenção para o fato de que os fatores físicos e humanos, ao elaborarem as paisagens, não agiram separada e independentemente, havendo uma interpenetração na ação dos vários fatores físicos entre si, e ainda dos dois grandes grupos de fatores. Na elaboração das paisagens, nenhum dos fatores físicos ou humanos age isoladamente; a ação é sempre feita de forma integrada com outros fatores.” (Manuel Correia de Andrade, Geografia Econômica)

O princípio da Geografia a que o autor faz referência é o:

a) Princípio da Extensão.
b) Princípio da Conexão.
c) Princípio da Analogia.
d) Princípio das Causas Atuais.
e) Princípio da Uniformidade dos Fatos Geográficos.

05. (COVEST) A aplicação do método geográfico com seus princípios é feita por Josué de Castro em seu livro Geografia da Fome, quando o autor identifica, no Brasil, a presença de 05 áreas alimentares: a Amazônica, o Nordeste Açucareiro, o Sertão Nordestino, o Centro-Oeste e o Extremo Sul, constatando a presença, nessas áreas, de fome endêmica, de epidemias de fome e de subnutrição. Analise as proposições abaixo, que dizem respeito à aplicação desses princípios do método geográfico feita pelo autor.

0-0) Quando localiza e mapeia as regiões alimentares, estabelecendo os seus limites, Josué está desenvolvendo o princípio da Extensão, formulado por  Frederico Ratzel.
1-1) Ao analisar as razões que levam à fome na área Amazônica,  estabelecendo relações de causa e efeito, Josué aplicou o princípio da Casualidade.
2-2) Ao comparar a fome endêmica presente na área Amazônica e no Nordeste Açucareiro com a fome existente no Sertão Nordestino, identificando semelhanças e diferenças, o autor está desenvolvendo o princípio da Analogia ou      da Geografia Geral, enunciado por Karl Ritter.
3-3) A conexidade está presente em seu livro, quando identifica a interligação e a interpenetração existentes na ação dos vários fatores físicos e humanos entre si.
4-4) O princípio da atividade é desenvolvido por Josué quando ele menciona os diferentes tipos de atividades econômicas que são desenvolvidas pelas populações das regiões por ele tratadas.
VFVVF 

06. (UPE)
“Esse autor, porém, traria a grande contribuição para a formulação esquemática do conhecimento geográfico, com seu livro Antropogeografia e com a propagação das ideias deterministas, que consideravam a existência de uma grande influência do meio natural sobre o homem. De formação antropológica, ele foi bastante influenciado pelas ideias evolucionistas de Charles Darwin e Ernest Haeckel, admitindo que, na luta pela vida, venceriam sempre os mais fortes e que a vitória dos mais fortes, dos mais aptos sobre os mais fracos era o resultado lógico da luta pela vida”
(ANDRADE, Manuel Correia de. Geografia Econômica. São Paulo: Ed. Atlas, 1987).

O texto está se referindo ao seguinte pensador da Geografia

A) Frederich Engels.
B) Pierre George.
C) André Cholley.
D) Alexander Von Humboldt.
E) Frederico Ratzel.

07. (UPE) Considere o texto a seguir:

“Da passagem do século até os anos da Segunda Guerra Mundial, a Geografia viveu um período de grande florescimento cultural que podemos caracterizar como da “Geografia Clássica”, em que pontificaram os grandes chefes de escola. O seu início foi marcado pelos debates que resultaram na total refutação do determinismo geográfico”. (BERNARDES, Nilo. Geografia e Desenvolvimento)

O que significa “determinismo geográfico”?

A) Trata-se de um princípio geográfico que leva em consideração apenas a ação do homem sobre o meio natural.
B) Trata-se de uma escola geográfica que defende a ideia de que o crescimento da população deve ser controlado pelo Estado.
C) Trata-se de uma corrente da Geografia que considera as condições naturais como determinantes do desenvolvimento ou não do espaço geográfico.
D) Trata-se de um princípio da chamada Geografia Marxista que vê na natureza a causa principal do desenvolvimento econômico do espaço geográfico.
E) Trata-se de uma tendência da Geografia que considera que a sociedade pode vencer as adversidades naturais.

08. (UFPE) A Geografia, como ciência, possui um método próprio de análise, o chamado método geográfico, que se baseia em cinco princípios. Com relação a esses princípios, analise as proposições abaixo.

0-0) O princípio da Extensão foi enunciado por Frederico Ratzel e, de acordo com o mesmo, o geógrafo, ao estudar uma determinada área, deve, primeiramente, utilizando-se de um mapa, localizá-la, identificando os seus limites.
1-1) A Analogia foi o princípio enunciado por Vidal de la Blache.
2-2) Na causalidade, o geógrafo, ao observar um fato, deve identificar as causas que levam à sua existência, procurando estabelecer as relações de causa e efeito.
3-3) Na Conexidade, o estudioso de Geografia verifica que os fatores físicos e humanos não agem de forma isolada na formação de uma paisagem, existindo, pois, uma inter-relação entre eles. Estes fatores agem de maneira integrada.
4-4) Jean Brunhes formulou o princípio da Atividade, no qual assinala que a paisagem não é estática mas está em constante transformação e é, portanto, dinâmica.
VVVVV

09. (UVA)"Nos últimos anos, a ciência geográfica tem passado por grandes mudanças conceituais e metodológicas. Esse processo evolutivo, hoje, já nos fornece a ideia de que a Geografia, busca a partir das relações entre os homens e destes com a natureza no decorrer dos tempos, a explicação da organização do espaço."

Com relação a introdução à Geografia, seus métodos, concepções, princípios e evolução, analise as frases abaixo e coloque V nas verdadeiras e F nas falsas
(  ) O espaço geográfico nada mais é do que a paisagem em sua totalidade – a configuração territorial acrescida a sociedade.
(  ) . O princípio da causalidade é a própria lei de causa e efeito, característica de todas as ciências. O princípio da causalidade foi defendido, em Geografia, por Humboldt.
(  ) Friedrick Ratzel, defendeu o possibilismo geográfico.
(  ) O determinismo é um princípio radical e fatalista, empregado eventualmente em algumas situações, porém, não sempre e nem em todas.
(  )  Estudar geograficamente o mundo é essencialmente investigar a dinâmica social que está por trás das paisagens ou formas espaciais.

A sequência, de cima para baixo, é:

a)  F, V, V, V, V
b)  V, F, F, V, F
c)  V , V, F, V, V
d)  F, F, V, F, F

10. (UVA/RJ) Sobre a Geografia, seus métodos, seus procedimentos, suas abordagens não é verdadeiro afirmar que:

a) A Geografia Tradicional tem por base metodológica a teoria marxista.
b) O espaço geográfico é fruto da dinâmica social (relação homem, natureza e trabalho) que se diferencia de acordo com a formação historia, no espaço e no tempo.
c) A Geografia ao longo de sua trajetória tem vivenciado avanços e recuos. Hoje, pode-se dizer que a Geografia apresenta grandes avanços metodológicos permitindo compreender a dinâmica e as contradições sociais do espaço geográfico.
d) A sala onde você esta fazendo esta prova para concorrer a uma vaga do vestibular, contem natureza transformada pelo trabalho social. Olhe para as paredes, carteiras e demais objetos ao seu redor e percebera isto. Quase tudo que nos cerca é o resultado do trabalho social sobre a natureza, inclusive o espaço geográfico, objeto de estudo da Geografia.

11. (UVA) "A geografia conheceu, num passado recente, um movimento vigoroso de renovação teórica, que exercitou com radicalidade a crítica às perspectivas tradicionais e introduziu novas orientações metodológicas no horizonte de investigação dessa ciência."

Analise as alternativas abaixo que tratam das concepções, escolas e evolução da Geografia.

I. Sendo a Geografia uma ciência de transformação e elaboração do espaço, a mesma faz uma interconexão entre o espaço da produção, circulação e ideias no decorrer do tempo histórico.
II. A principal mudança no ensino da geografia é a passagem, que ainda ocorre, de uma geografia tradicional e descritiva voltada para a memorização, para uma geografia crítica preocupada com o raciocínio e o espírito crítico do aluno.
III. O principal livro de Friedrich Ratzel, denomina-se Antropogeografia – fundamentos da aplicação da Geografia à História; pode-se dizer que esta obra funda a Geografia Humana. Nela, Ratzel definiu o objeto geográfico como o estudo da influência que as condições naturais exercem sobre a humanidade.
IV. Vidal de La Blache criou uma doutrina, o Possibilismo, e fundou a escola francesa de Geografia. E, mais, trouxe para a França o eixo da discussão geográfica, situação que se manteve durante todo o primeiro quartel do século XX.

Estão corretos:

A. somente o item IV
B. somente os itens I e III
C. todos os itens
D. somente os itens II e IV

12. (UVA) Numa alusão aos princípios metodológicos da Geografia, podemos afirmar que o princípio em que o geógrafo compara as características da área estudada com a de outras regiões da Terra, estabelecendo as semelhanças e as diferenças é o:

(A) princípio da analogia, formulado por Karl Ritter e Vidal de la Blache.
(B) princípio da extensão, formulado por Frederico Ratzel.
(C) princípio da atividade, formulado por Jean Brunhes.
(D) princípio da causalidade, formulado por Alexandre de Humboldt.

13. (UVA)  A Geografia chamada Antiga, ou Nomenclatura, ou dos Viajantes, existiu até o século XVIII, mas não era uma ciência. Foi no século XIX, que graças às contribuições das escolas geográficas da Alemanha e da França, que a Geografia tornou-se uma ciência. Analise as afirmativas que tratam sobre os princípios e as escolas geográficas e coloque V nas frases verdadeiras e F nas frases falsas.

( ) Segundo o princípio da causalidade, o geógrafo só realiza a Geografia plenamente como ciência quando demonstra, comprove e explica o fenômeno estudado, evidenciando suas causas e consequências .
( ) Fazer analogia, em Geografia, é generalizar conclusões tirando as leis da Geografia Geral, é comparar acidentes ou fenômenos geográficos e também classificar grandezas dos acidentes ou fenômenos comparados.
( ) Frederico Ratzel admitiu o determinismo geográfico no relacionamento do meio com o homem, como se o meio fosse a causa e o homem a consequência. Para Ratzel, o homem é um produto do meio em que vive, subordinado, condicionado e fatalizado pelos imperativos fatores do meio natural.
( ) Paul Vidal de La Blache, defensor do princípio de extensão e do determinismo geográfico, é considerado o Pai da Antropogeografia.

A sequência correta, de cima para baixo, é:

A. V, V, F, F
B. V, V, V, F
C. F, V, F, V
D. F, F, V, V

14. (UVA)   “Apesar de o homem receber influências do meio onde vive, ele é capaz de modificá-lo e adaptá-lo às sua necessidades”.

Esta afirmação está de acordo com a teoria:

(A) determinista.
(B) possibilista.
(C) malthusiana.
(D) mais-valia.

Fonte: Conhecimento Geográphico, Geografalando, Rede Educacional.


Geografia, uma ciência para entender o mundo

"Desde que a espécie humana passou a se organizar socialmente, ela buscou também soluções para sua sobrevivência. A utilização do conhecimento geográfico permitiu ao ser humano reconhecer paisagens e lugares de acordo com o clima, o relevo, a cultura e os recursos naturais disponíveis.
Agora, quando o ser humano já ocupa quase todo o planeta e as informações são transmitidas com rapidez e em grande volume, é praticamente impossível entender e acompanhar mudanças, fatos ou fenômenos sem compreender geografia."
 ( Lúcia Marina e Tércio. Fronteiras da globalização: o mundo natural e o espaço humanizado)
Vista aérea de ilha artificial e hotel de luxo no golfo Pérsico, 
em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos (imagem: internet)

O CONHECIMENTO GEOGRÁFICO

Contexto e aplicação

A GEOGRAFIA NA PRÁTICA
Ciência e matéria de ensino, a geografia se faz presente na vida de muita gente, seja pela ânsia de conhecer o mundo, pelos desafios postos atualmente pelo meio ambiente e todas as previsões apocalípticas ou sensatas a esse respeito, pelas exigências de planejamento territorial, pelo turismo ou, simplesmente, como tarefas escolares no ensino básico.
( Helena Capelli Callai. A formação do profissional de geografia. Ijuí: Ed. Unijuí)

Com base nas suas observações e no que você aprendeu, responda às questões:
1) Cite duas situações recentes em sua vida em que a geografia se faz presente.
2) Dê um exemplo que permita perceber como a geografia pode contribuir na questão ambiental.
3) Qual foi o primeiro povo a sistematizar o conhecimento geográfico? Apresente uma contribuição desse povo para o desenvolvimento da geografia.

Questões para reflexão - Segunda parte

1) Pesquisa em dupla
Escolha um dos itens a seguir e realize uma pesquisa em sites, revistas ou livros:
* astrolábio;
* bússola;
* portulano;
* nau;
* caravela.
A dupla deverá demonstrar a evolução da geografia a partir do desenvolvimento do item escolhido e apresentar suas conclusões para a classe.
Os alunos poderão consultar os professores de geografia e história para tirar dúvidas.
2) "A geografia é um dos conhecimentos mais antigos que existem; desde os povos primitivos já se fazia geografia."
(Auro de Jesus Rodrigues. Geografia: introdução à ciência geográfica. São Paulo: Avercamp) 
O que significava a geografia para os povos primitivos?
3) Relacione Portugal e Espanha com a ampliação do espaço geográfico. 

Respostas:
A geografia na prática
1) O aluno poderá lembrar-se da utilização de um guia rodoviário ou da consulta de um atlas geográfico para localizar a cidade. Mais recentemente se faz uso de aplicativos na internet que permitem a localização. O aluno pode citar o google maps, que é um serviço de pesquisa e visualização de mapas e imagens de satélite da Terra gratuito na web fornecido e desenvolvido pela empresa norte-americana Google.
2) O uso de satélites para detectar a presença de queimadas.
3) Foram os gregos. Eles passaram a descrever o relevo para identificar uma região.
Questões para reflexão
1) Pesquisa em dupla
A atividade tem como objetivo demonstrar a evolução da geografia a partir do desenvolvimento dos itens de pesquisa sugeridos.
2) A geografia significava um meio de resolver questões imediatas, desde a satisfação de necessidades básicas, viagens, localização de montanhas, rios, como também para defender-se de povos inimigos ou para atacá-los.
3) Com a expansão marítimo-comercial empreendida nos séculos XV e XVI, Portugal e Espanha foram pioneiros na conquista, exploração e ocupação de espaços até então desconhecidos do mundo europeu, como América, Índia e África, entre outros, o que ocasionou a ampliação do espaço geográfico.

Veja o que acontece quando não existe o conhecimento geográfico (gafe da CNN)
Divirta-se lendo os comentários dos brasileiros

Fonte - livro: ALMEIDA, Lúcia Marina Alves de; RIGOLIN, Tércio Barbosa. Fronteiras da globalização: o mundo natural e o espaço humanizado.

14 de fevereiro de 2017

Imagens que contam a história de Cruz Alta

Casa dos Costa (Imagem:Unimed)

Hoje eu vou falar de um projeto muito legal que existe aqui na minha cidade e que se chama "Projeto Nossa Velha - Nova Cruz Alta". Trata-se da história de Cruz Alta contada através de imagens, que mostram o passado e o presente da cidade através de fotografias.

Esse projeto teve início em 2007, quando o médico Alfredo Roeber recebeu por e-mail de um amigo cerca de trinta fotos, a maioria da década de 1940. "Foi o que bastou para ativar meu até então pouco expressivo, diria até quase desconhecido, lado saudoso e, até certo ponto, nostálgico. Imediatamente, olhando aquelas fotos, mesmo nascendo muitos anos após elas serem tiradas, imaginei como estivesse naquele tempo, caminhando naquelas aparentemente abandonadas ruas da cidade, uma calmaria inimaginável nos tempos atuais". Alfredo começou a comparar as imagens de Cruz Alta do passado com a do presente e então começou a fotografar a cidade nos mesmos locais e nos mesmos ângulos das fotografias do passado. A partir daí, esse projeto, que era restrito a poucos amigos, foi crescendo graças a divulgação através da internet.

O projeto pode ser visto através de apresentações no power point e hoje já são setenta montagens. AQUI você pode conhecer o projeto.

A Casa dos Costa
Casa dos Costa (Imagem:Unimed)
Cruz Alta é uma cidade antiga e tinha muitas casas lindas que desapareceram para dar lugar a prédios sem graça. É o caso da Casa dos Costa, que povoa a minha infância e a minha adolescência. Ela foi demolida para dar lugar ao prédio do Banco Itaú.

Cada vez que passava na frente daquela casa ficava admirada com a beleza dos detalhes. Eu sempre imaginava que alguém, algum dia, se encantaria com a casa e a restauraria. Mas isso não aconteceu, ela foi demolida. Quase chorei quando soube da notícia. Nunca entrei dentro daquela casa, mas sinto que ela tinha muitas histórias... Para os padrões da época em que foi construída era uma casa refinada e de muito valor arquitetônico, Era linda, cheia de detalhes típicos das casas antigas das pessoas de mais posses, talvez com influência da arquitetura europeia. Eu imaginava um pé direito muito alto da casa...Adoraria ter visto a cidade através daquelas sacadas lindas. Então, esses projetos que resgatam a história de uma cidade através de fotografias de prédios e casas que não existem mais, são muito importantes, porque elas são parte da nossa memória afetiva.
Imagem: Unimed

O sobrado dos Verissimo
Imagem: Unimed
Esse lindo sobrado era do avô do escritor Erico Verissimo e é mais um prédio de valor incalculável para a cultura que veio abaixo. Foi demolido e em seu lugar foi construído o prédio do banco Sicredi.

Muitas e muitas vezes passei na frente desse prédio e o achava lindo (sou apaixonada por prédios antigos). Aqueles detalhes da arquitetura, as sacadas, o capricho da construção, em tudo ele remetia a um passado que não existia mais, mas que estava presente nas paredes daquele prédio. Infelizmente agora ele está presente apenas nas fotografias e na nossa memória afetiva.
Imagens: Unimed
A casa dos Viecili
Imagem: Unimed
Essa casa tem muito valor para mim por várias razões, ela fica na esquina da minha rua, é muito antiga, foi construída em 1923 para ser uma para ser uma hospedagem para tropeiros. Foi também uma escola, onde estudei os anos iniciais.
A casa dos Viecili vista da minha rua.
Observem que essa área até a década de 1940 era uma lagoa.

Há muitos anos, o local onde está a minha casa era uma lagoa, que foi chamada de "Lagoa do Cemitério". Infelizmente, um prefeito da cidade mandou drenar a lagoa na década de 1940 para construir casas (a minha é uma delas). Pois pesquisando imagens pela internet, achei umas imagens bem antigas da Lagoa do Cemitério e ao fundo aparece a casa dos Viecili. Vejam!
Imagens: Unimed
Clique AQUI para conhecer a Lenda da Lagoa do Cemitério.
Observação
Segundo os geólogos a diferença entre lago e lagoa está no tamanho. As lagoas, como é o caso da que existia em Cruz Alta, são menores. As lagoas costumam ser resultado de fenômenos localizados.
A Lagoa dos Patos, Mirim e Mangueira, aqui do Rio Grande do Sul, não são lagoas e sim lagunas, porque se comunicam com o mar, mas poderiam ser consideradas lagos devido a sua grande extensão.
(Mundo Estranho e Mundo Educação)

Fontes:
http://www.unimedplanaltocentralrs.com.br/cruz-alta/
http://cruzaltino.blogspot.com.br/2010/12/lenda-da-lagoa-do-cemiterio.html

8 de fevereiro de 2017

Casa Museu Erico Verissimo

"Quando os ventos da mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras.
Outras constroem moinhos de vento." - Erico Verissimo

Estamos em 17 de dezembro de 1905, e, numa residência de uma família tradicional de Cruz Alta, nasce um guri que se tornaria um dos maiores escritores brasileiros: Erico Verissimo. Segundo consta na sua biografia, a família era rica, mas havia perdido tudo no início do século.

Logo muito cedo, aos 13 anos, começou a ler autores nacionais como Aluízio Azevedo, Joaquim Manuel de Macedo, entre outros, e autores estrangeiros, como Dostoievski e Walter Scott.

Em 1920, Erico foi estudar em Porto Alegre, no colégio Cruzeiro do Sul, mas não completou o curso e voltou para Cruz Alta. Abandonou os planos de cursar uma universidade.

Em 1925, trabalhou no Banco Nacional do Comércio, Em 1926, tornou-se sócio de uma farmácia, que faliu em 1930. Dava aulas de literatura e inglês.

Em 1929, começou a escrever contos para revistas e jornais. Publicou Chico: um conto de Natal, no Cruz Alta em Revista e os contos Ladrão de gado e A tragédia dum homem gordo, na Revista do Globo, em Porto Alegre. O conto A lâmpada mágica foi publicado no jornal  Correio do Povo. Com a falência da farmácia em 1930, o autor mudou-se para Porto Alegre.

Em 1931, casa-se com aquela que seria a sua companheira por toda a vida, Mafalda Holfem Volpe, com quem teve dois filhos, Clarissa e Luis Fernando.

Em Porto Alegre, Erico passou a conviver com escritores renomados, como Mario Quintana, Augusto Meyer, Guilhermino César e foi contratado para o cargo de secretário de redação da Revista do Globo.

Fez as traduções de O sineiro, O círculo vermelho e A porta das sete chaves de Edgar Wallace. Colaborou nos jornais Diário de Notícias e Correio do Povo. Em 1932, foi promovido a diretor da Revista do Globo e passou a atuar no departamento editorial da Livraria do Globo

Sua obra de estréia, Fantoches era uma coletânea de histórias em sua maior parte na forma de peças de teatro. Em 1933, traduziu Contraponto, de Aldous Huxley.

Mais sobre a biografia de Erico Verissimo AQUI.

Casa Museu Erico Verissimo
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
Casa Museu Erico Verissimo
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
A casa onde o escritor nasceu foi transformada em museu, em 1969.

A entrada da casa se dá por um imponente portão de ferro. Ao entrar, o visitante se depara com um corredor, externo à residência, que conduz ao quintal. No fundo desse corredor, há uma árvore, que provavelmente passa despercebida por alguns visitantes, mas que era muito especial para o escritor. Trata-se de uma nespeira, também chamada de ameixeira-do-Japão. É a mesma árvore que fez companhia ao escritor em suas brincadeiras, que o acompanhou nas primeiras leituras e nos primeiros escritos,  e que dá nome a um dos capítulos da sua autobiografia, Solo de Clarineta (volume 1), é exatamente ameixeira-do-Japão.

Ao entrar pela casa propriamente dita, o visitante se depara com cômodos repletos de fotos e de objetos que foram importantes para a biografia do escritor. Estão ali, entre outros, desenhos, cadernos com anotações (rascunhos de textos e livros), documentos pessoais e a primeira máquina de escrever. As imagens mostram diversas fases da vida de Erico. Há ainda uma maquete da Vila de Santa Fé de O Tempo e o Vento e diversas edições de seus livros, inclusive em outras línguas.
Foto: Reprodução
Acervo de fotos do museu
Foto: Reprodução
Primeira máquina de escrever de Érico Verissimo

Foto: Reprodução
Maquete da vila de Santa Fé, do livro O Tempo e o Vento

Erico Verissimo é o autor que mais bem representou sua região na literatura. Em O Tempo e o Vento é narrada a história do Rio Grande do Sul de 1680 a 1945, com a saga das famílias Cambará e Terra. Há também romances políticos como O Senhor Embaixador e Incidente em Antares. Além disso, é reconhecido como um dos melhores romancistas de temática urbana, como em Olhai os Lírios do Campo e O Resto é Silêncio.

Numa entrevista à Revista Manchete, em 1973, ele destaca assim a importância de ter nascido em Cruz Alta:
"Você não pode calcular como é bom, fecundo para um romancista, ter nascido e vivido numa cidade pequena. O computador do meu inconsciente foi programado em Cruz Alta. Numa cidade do interior a gente vive mais perto das coisas."
Foto: Reprodução
Em 18 de outubro de 1975, quarenta dias antes de falecer, o autor fez sua última visita à casa que havia se transformado em museu.

Quer conhecer um pouco mais do museu? Assista a esse vídeo, que conta um pouco da história da vida do Erico Verissimo, da casa que virou museu e de Cruz Alta.
A Casa Museu Erico Verissimo está localizada na avenida General Osório, nº 380 - Centro - Cruz Alta/RS - 98015-130
Telefone: (55) 3322-6448
e-mail: museuericoverissimo@bol.com.br
Blog do Museu Erico Verissimo
Facebook Museu Erico Verissimo Cruz Alta

Fontes de consulta:
https://www.ebiografia.com/erico_verissimo/
https://educacao.uol.com.br/biografias/erico-verissimo.htm
http://roteirosliterarios.com.br/casa-museu-erico-verissimo-em-cruz-alta/#prettyPhoto
https://rgdosul.wordpress.com/regioes-turisticas/rota-das-terras/cruz-alta/
http://slideplayer.com.br/slide/3105973/

6 de fevereiro de 2017

As voçorocas são feridas abertas no solo

As chuvas fortes podem originar sulcos na terra em um solo não protegido pela vegetação. Se não forem controlados, esses sulcos se aprofundam a cada nova chuva e podem, com o escoamento que ocorre no subsolo, resultar em sulcos de enormes dimensões, chamados voçorocas (ou boçorocas), que podem atingir dezenas de metros de largura e profundidade, além de centenas de metros de comprimento. As áreas com voçorocas ficam impossibilitadas tanto para uso agrícola como urbano.
        
Para impedir a formação das voçorocas, a primeira ação deve ser o desvio do fluxo de água. Se a topografia do relevo não permitir esse desvio, deve-se controlar a velocidade e o volume da água que escoa sobre o sulco. Isso pode ser feito com o plantio de grama (se a declividade das paredes do sulco não for muito acentuada) ou com a construção de taludes, que são degraus responsáveis pela diminuição da velocidade do escoamento da água, recurso usado em rodovias brasileiras.
       
Outra solução bastante utilizada e difundida é a construção de uma barragem e o consequente represamento da água que escoa tanto pela superfície quanto pelo subsolo. Esse represamento faz com que a voçoroca fique submersa e receba pela água sedimentos, que a estabilizam.

Sábado, dia 23/08/08, como parte da aula de Gerenciamento dos Recursos Naturais, da professora Ana Lucia Ribeiro, visitamos uma enorme voçoroca na vizinha cidade de Fortaleza dos Valos/RS.

A ação degradante do homem no solo provocou essa gigantesca voçoroca, uma das mais desastrosas consequências do rompimento dos elos naturais, causando o enfraquecimento biológico do solo e, posteriormente, a inevitável desagregação física. As voçorocas são feridas da terra e podem engolir grandes extensões do solo, como é o caso da gigantesca e profunda voçoroca da vizinha cidade de Fortaleza dos Valos, em que pudemos comprovar ao vivo e a cores o desastre provocado pela água da chuva em um solo não protegido pela vegetação. A paisagem seria linda se não fosse ocasionada pelo maltrato do ser humano ao seu pedaço de chão, ferida aberta que provavelmente nunca será curada.

De 2008, quando fizemos a visita, para hoje em 2017, muito  provavelmente o aspecto da voçoroca mudou, ela deve ter aumentado muito, engolindo mais e mais uma terra que poderia estar sendo cultivada.


Uma parte do grupo do grupo no interior da voçoroca.
Professora Ana Lucia.

Esse texto foi feito a partir de dois textos publicados no blog Ambiente de LuzO primeiro texto publicado foi A gigantesca ferida aberta no solo, em 24 de agosto de 2008 e o segundo foi Voçorocas, em 6 de setembro de 2008.


Fonte - livro: MOREIRA, João Carlos e SENE, Eustáquio de. Geografia geral e do Brasil (ensino médio). São Paulo, Scipione, 2005.
Fonte -  Aula de Gerenciamento dos Recursos Naturais, da prof. drª Ana Lucia de Paula Ribeiro, do curso de Pós-Graduação em Educação Ambiental e Gestão de Recursos Naturais. 2008

Ana Lucia de Paula Ribeiro

Possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal de Santa Maria (1996). Mestrado em Agronomia pela Universidade Federal de Santa Maria (1999) e Doutorado em Fitossanidade pela Universidade Federal de Pelotas (2005). Pós-doutoramento (2015) no Instituto Politécnico de Bragança em Portugal. Atualmente é Professora Ensino Básico Técnico e Tecnológico Instituto Federal Farroupilha - Campus São Vicente do Sul. Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Entomologia Agrícola, atuando principalmente nos seguintes temas: meio ambiente e controle biológico.

Informações coletadas do Lattes em 09/01/2017

4 de fevereiro de 2017

Dinâmicas para a volta às aulas

Durante a Eco-92 foi construída uma imensa árvore na Praia do Flamengo, no Rio de Janeiro.
Nesse local, onde era realizada a conferência da sociedade civil, as pessoas escreviam em folhas de papel seus sonhos de um futuro digno para a humanidade e penduravam nessa árvore. Baseado nisso, separei como primeira dinâmica de volta às aulas a árvore dos sonhos, para que possamos todos nós, professores e alunos, sonhar com um mundo mais justo e mais pacífico. Um mundo onde se tenha o direito de sonhar e concretizar esses sonhos. Essa dinâmica pode ser desenvolvida em todos os anos.
A segunda dinâmica envolve música e é uma atividade descontraída. onde o(a)  professor(a) vai ter que incentivar os mais tímidos a cantarem um trechinho da música com as quais mais se identificam.
A terceira dinâmica, a viagem, é voltada para o ensino fundamental, onde os alunos podem expressar os seus sentimentos e desejos.

Árvore dos sonhos
Imagem: Integral Sustentável
Representar uma árvore no papel pardo ou cartolina; afixá-la no painel ou parede. Em cima da árvore, escrever uma pergunta relacionada com o assunto (pode ser sobre questões ambientais, regras de convivência, o ambiente escolar etc) que será tratado durante o bimestre, trimestre... Ex.: Como gostaríamos que fosse...?

Cada criança receberá uma "folha da árvore" para escrever seu sonho, o sonho é o que a criança espera que "aconteça de melhor" para o assunto em questão. Depois, pedir para cada criança colocar sua folha na árvore dos sonhos.

Obs: Esta atividade poderá ser retomada durante o período que for trabalhado o assunto, ou ao final do período para que haja uma reflexão sobre o que eles queriam e o que conseguiram alcançar.

Que música você é?
Objetivo:

Propiciar a apresentação dos alunos de forma descontraída;
Levar os participantes a identificarem seus ritmos e gêneros musicas, assim como refletirem sobre a importância de respeitar as preferências alheias.
Procedimentos:
Solicitar aos alunos que escolham dentre as músicas que conhecem e gostam um trecho que, de alguma forma, o represente.
Cada um deve cantar o trecho escolhido para a turma.
O professor/dinamizador da atividade tem o papel de sondar se todos já ouviram aquela música, quem é o cantor(a), qual gênero musical, por que foi escolhida, se alguém não gosta, etc.
A regra é não repetir as músicas já apresentadas e respeitar as preferências dos colegas.
Com todos devidamente apresentados pedir que sistematizem no papel criando um cartaz de sua apresentação.
Com todos os cartazes prontos criar um painel para sala de aula: “Somos como músicas”.

A Viagem
Objetivos:
Levantar as expectativas dos alunos em relação ao ano letivo;
Acolher o novo grupo;
Ornamentar a sala de aula de maneira significativa.
Procedimento:

O professor afixa na parede da sala um painel com uma paisagem de fundo. No mesmo deve estar escrito: Sejam bem-vindos a viagem do saber!
A paisagem de fundo pode ser: marítima, celeste, florestal, etc...

A proposta é construir o painel com o grupo.
Sendo paisagem marítima, propor que cada aluno faça a dobradura de um barco e imaginem a viagem decorando-o livremente e escrevendo uma palavra ou frase o que espera alcançar durante a mesma, ou seja, quais são suas expectativas em relação ao ano letivo.
Sendo celeste podem ser confeccionados pequenos aviões de papel.
O fundo florestal permite que cada um escolha um animal ou planta com o qual se identifica e construa da mesma forma: dobrando, recortando, colando...
O importante é que os alunos expressem seus sentimentos e desejos. Com tudo pronto oportunizar um momento agradável onde cada um prenderá o que construiu no painel de boas-vindas interativo, apresentando-se à turma.


Fonte: http://www.projetospedagogicosdinamicos.com/dinamicas_volta_as_aulas.html
http://integralsustentavel.blogspot.com.br/2015/03/arvore-dos-sonhos.html
http://portal.mec.gov.br/secad/arquivos/pdf/coea/COMVIDA4.pdf

22 de janeiro de 2017

Mandalas para pintar

Para relaxar e aumentar a concentração pode-se  fazer muitas coisas. Uma delas é,  em silêncio ou com uma música de fundo suave, pintar uma mandala. Mandala significa círculo ou centro. Em torno de um ponto central definido e estático  vão acontecendo a descoberta de novas formas.
Mandalas são um método de cura para a alma. As mandalas são a fusão de corpo, espírito e alma. Eles ajudá-lo a descobrir a sua própria criatividade. Você vai descobrir a si mesmo e à nova realidade que o rodeia. Vai superar a rotina e o estresse com mais facilidade, se acalmar, ganhar confiança e serenidade.


Se você quiser aprender a fazer mandala em CD ou DVD usado, o passo a passo está AQUI.
Fonte: Mandalas Para Pintar.
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