29 de junho de 2017

A Nova Ordem Mundial - Questões de vestibulares e enem


1. A ordem mundial atual pode ser destacada pela consolidação dos Estados Unidos como a grande potência militar e a presença desse país ao lado de outras lideranças (UE e China) que se apresentam como grandes potências econômicas. Se seguirmos essa linha de raciocínio, podemos dizer que vivemos em um mundo:
a) unipolar
b) unimultipolar
c) pluropolar
d) multipolar
e) bélico-econômico

 2. “Cansados do domínio americano do sistema financeiro global, cinco potências emergentes vão lançar esta semana sua própria versão do Banco Mundial (Bird) e Fundo Monetário Internacional (FMI). Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — o chamado grupo do Brics — estão buscando 'alternativas à ordem mundial existente', segundo as palavras de Harold Trinkunas, diretor da Iniciativa Latino-Americana do Brookings Institute […]”.
(O Globo, 14/07/2014. Banco de fomento do Brics é alternativa à ordem mundial existente, dizem líderes e analistas. Disponível em: <http://oglobo.globo.com/economia>. Acesso em: 19/09/2014).
A posição do Brics frente à Nova Ordem Mundial reflete, de certo modo, a polarização econômica que marcou o mundo após a Guerra Fria. Tal polarização reflete-se na oposição entre:
a) o norte desenvolvido e o sul subdesenvolvido
b) o leste socialista e o oeste capitalista
c) as economias planificadas e as economias de mercado.
d) as potências industriais e as sociedades agrícolas.
e) os países imperialistas e as nações neocoloniais.

3. (UERJ) G-20 adota linha dura para combater crise
Grupo anuncia maior controle para o sistema financeiro
Cercada de expectativas, a reunião do G-20, grupo que congrega os países mais ricos e os principais emergentes do mundo, chegou ao fim, em Londres, com o consenso da necessidade de combate aos paraísos fiscais e da criação de novas regras de fiscalização para o sistema financeiro. Além disso, os líderes concordaram, dentre várias medidas, em injetar US$ 1,1 trilhão na economia para debelar a crise.
Adaptado de http://zerohora.clicrbs.com.br
A passagem da década de 1980 para a de 1990 ficou marcada como um momento histórico no qual se esgotou um arranjo geopolítico e teve início uma nova ordem política internacional, cuja configuração mais clara ainda está em andamento.
Conforme se observa na notícia, essa nova geopolítica possui a seguinte característica marcante:
a) diminuição dos fluxos internacionais de capital
b) aumento do número de polos de poder mundial
c) redução das desigualdades sociais entre o Norte e o Sul
d) crescimento da probabilidade de conflitos entre países centrais e periféricos

4. (Cesgranrio) No que diz respeito à organização do espaço mundial, o cartum a seguir chama a atenção, inequivocamente, para:
 
a) a presença no século XXI de um novo modelo de colonialismo, no qual os países africanos sem tecnologia, financiamentos e mão de obra especializada suficiente para explorar suas riquezas ficam dependentes de empresas e governos estrangeiros, configurando assim a pouca autonomia econômica do continente.
b) a crescente exploração de minérios no continente africano, subsidiada por empresas estrangeiras, o que explica a onda de crescimento econômico, principalmente nos países que passaram por um processo recente de democratização e consequente estabilidade política.
c) a neutralidade da América Latina em relação às políticas colonialistas dos países industrializados, impostas ao continente africano e direcionadas para a disputa de territórios e exploração dos recursos minerais.
d) o lucro obtido pelos europeus e norte-americanos com o tráfico negreiro, que dilapidou a população e os recursos minerais africanos e que permaneceu ativo ao Norte do Equador até o final do século XIX.
e) as decisões da Conferência de Berlim em 1884, a qual dividiu politicamente o continente africano entre os Estados Unidos e os principais países europeus, sem qualquer preocupação com a autonomia das populações locais.

5. (Cesgranrio) Com a incorporação de países do Leste Europeu e a perspectiva de entrada de novos países na União Europeia, a preocupação se volta para a imigração, uma vez que esses países candidatos, por apresentarem instabilidade econômica e alto índice de desemprego, são “exportadores” de imigrantes em potencial.
Há vários anos, a Turquia vem negociando a sua entrada para a zona do euro, mas encontra oposição dos países membros porque
a) esteve ao lado dos regimes totalitários em ambas as Guerras Mundiais, o que aumenta a desconfiança dos países-membros em relação à manutenção dos organismos democráticos.  
b) defende, como signatária dos Acordos de Oslo em 1993, a permanência da Palestina independente, o que contraria os interesses da maioria dos países europeus.
c) temem o aumento do percentual da força de trabalho clandestina na construção civil e na agricultura dos países ricos com as reformas econômicas e as privatizações realizadas no país.
d) é um país de maioria muçulmana, envolvido ainda em conflitos com o Chipre, país-membro da União Europeia, e com os curdos, que promovem movimento separatista armado no Leste do país.
e) houve pequeno crescimento econômico da União Europeia nos últimos anos, fazendo com que as atenções se voltassem para o desemprego e a redução dos benefícios sociais daqueles que pleiteiam a entrada no mundo globalizado.

6. (Uerj) Observe a imagem abaixo, do episódio ocorrido nos E.U.A., no dia 11 de setembro de 2001.


A queda das torres do World Trade Center foi certamente a mais abrangente experiência de catástrofe que se tem na História, inclusive por ter sido acompanhada em cada aparelho de televisão, nos dois hemisférios do planeta. Nunca houve algo assim. E sendo imagens tão dramáticas, não surpreende que ainda causem forte impressão e tenham se convertido em ícones. Agora, elas representam uma guinada histórica?
ERIC HOBSBAWM (10/09/2011)
www.estadao.com.br
A guinada histórica colocada em questão pelo historiador Eric Hobsbawm associa-se à seguinte repercussão internacional da queda das torres do World Trade Center:
a) concentração de atentados terroristas na Ásia Meridional
b) crescimento do movimento migratório de grupos islâmicos
c) intensificação da presença militar norte-americana no Oriente Médio
d) ampliação da competição econômica entre a União Europeia e os países árabes

7. (Upe) Foi a política megalomaníaca dos Estados Unidos, a partir do Onze de Setembro, que destruiu, quase por completo, as bases políticas e ideológicas da sua influência hegemônica anterior e deixou o país com poucos elementos, além de um poder militar francamente atemorizante, que pudessem reforçar a herança da era da Guerra Fria.
(HOBSBAWM, Eric. Globalização, Democracia e Terrorismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. p. 51.)

Sob o ponto de vista da política externa dos Estados Unidos, com o episódio de Onze de Setembro, conclui-se que
a) os Estados Unidos recuperaram sua hegemonia política, quando conseguiram matar o temido Osama Bin Laden.
b) a força militar dos Estados Unidos dá relevo à economia do país.
c) os exércitos terroristas são ameaçadores, porque pertencem a quartéis de Estados Tiranos.
d) a externalidade do terrorismo que ameaça a vida é tão imaginária quanto a internalidade do capital que a sustenta.
e) a “religionização” da política, dos ressentimentos sociais e das batalhas por identidade e por reconhecimento é uma tendência exclusiva dos Estados Unidos.

8. (Ifce) O Hammas é um grupo político que está associado à questão que envolve conflitos entre
a) Israel e a Palestina.
b) a Líbia e a Palestina.
c) a Palestina e o Egito.
d) Israel e o Egito.
e) o Iraque e os Estados Unidos.

9. (Ifce) A Guerra do Golfo, iniciada em 1991, apresenta características da nova ordem mundial. Isto pode ser observado pelo discurso do presidente norte-americano, quando afirmou: “o que está em jogo não é um pequeno país, é uma nova ordem mundial”
(Apud, Duarte, 1997, p. 184).
O pequeno país a que se refere o presidente dos Estados Unidos, que deu início ao conflito, é
a) o Vaticano.  
b) a Coreia do Norte.
c) o Kuwait.
d) o Líbano.
e) o Irã.

10. (Uerj) O ex-presidente do Banco Central americano disse ontem que “um tsunami do crédito que ocorre uma vez por século” tragou os mercados financeiros. Em audiência na Câmara dos Representantes dos EUA, frisou que as instituições não protegeram os investidores e aplicações tão bem como ele previa. 
Adaptado de O Globo, 24/10/2008 
A crise financeira que se intensificou no mundo a partir do mês de outubro de 2008 colocou em xeque as políticas neoliberais, adotadas por muitos países a partir da década de 1980. 
A principal crítica ao neoliberalismo, como causador dessa crise, está relacionada com: 
a) diminuição das garantias trabalhistas 
b) estímulo à competição entre as empresas 
c) reforço da livre circulação de mercadorias 
d) redução da regulação estatal da economia 
(UNIFAL-MG)

11. Para responder a questão, leia o fragmento abaixo.
Em 4 de outubro de 1957, quando os soviéticos colocaram em órbita o primeiro satélite artificial - Sputnik-1 , o mundo vivia sob tensão constante. [...]. Hoje, a Guerra Fria não existe mais, mas o clima no espaço ainda está longe de refletir o ambiente de interação globalizada que mudou a economia, a política e a ciência em terra firme. Ao contrário do que acontece em outras áreas tecnológicas, o país que quiser lançar satélites por conta própria hoje tem de aprender sozinho. Os americanos não querem que a tecnologia de lançadores de satélites que pode ser utilizada para lançar bombas caia na mão de determinados países, mesmo que sejam amigos, [...]. Mesmo quando existe um projeto envolvendo vários países, como a Estação Espacial Internacional, a colaboração se dá mais pela divisão do trabalho do que pela transferência da tecnologia entre os países. [...]. Hoje, apenas EUA, União Europeia, Rússia, China, Índia e Japão são capazes de colocar satélites em órbita. Cada um aprendeu a fazê-lo sozinho.

GARCIA, Rafael. 50 anos depois do Sputnik, espaço ainda vê Guerra Fria. Folha de S. Paulo, 30/09/2007.

O fim da Guerra Fria entre os EUA e a URSS e o novo avanço do capitalismo com a globalização mundial estabeleceram uma nova ordem geopolítica. Sobre esse assunto é correto afirmar que:
a) houve a eliminação das fronteiras nacionais com a fusão de países em blocos econômicos regionais e o surgimento do domínio das tecnologias de ponta pelos novos países industrializados e subdesenvolvidos.
b) surgiram áreas de livre comércio como reservas de mercado para multinacionais, disputas entre capitalismo e socialismo representadas por EUA pela União Europeia.
c) houve a divisão do mundo em Primeiro Mundo (países capitalistas desenvolvidos), Segundo Mundo (países socialistas) e Terceiro Mundo (países capitalistas subdesenvolvidos e os de economia em transição do socialismo para o capitalismo).
d) surgiram blocos econômicos regionais; novos centros de poder - como o Japão e a União Europeia - e tensões entre interesses políticos e econômicos dos países desenvolvidos do Norte e subdesenvolvidos do Sul.

12. A Nova Ordem Mundial assinala o fim da bipolaridade entre União Soviética e Estados Unidos. Então, a partir do início do século XXI, os norte-americanos iniciaram uma guerra ao terrorismo, que passou a ser o novo adversário dos EUA no cenário internacional. Um evento que pode assinalar essa nova empreitada é:
a) A Guerra do Iraque, cujo objetivo era aniquilar o terrorista internacional Saddam Hussein.
b) A caçada e morte de Osama Bin Laden, em 2 de Maio de 2011.
c) A Guerra das Coreias, com o objetivo de exterminar terroristas norte-coreanos.
d) A Guerra entre Israel e Palestina, em que os EUA buscaram extinguir facções terroristas israelenses.

13. (Enem)

O espaço mundial sob a “nova des-ordem” é um emaranhado de zonas, redes e “aglomerados”, espaços hegemônicos e contra-hegemônicos que se cruzam de forma complexa na face da Terra. Fica clara, de saída, a polêmica que envolve uma nova regionalização mundial. Como regionalizar um espaço tão heterogêneo e, em parte, fluido, como é o espaço mundial contemporâneo? HAESBAERT, R.; PORTO-GONÇALVES, C.W. A nova des-ordem mundial. São Paulo: UNESP, 2006.

O mapa procura representar a lógica espacial do mundo contemporâneo pós-União Soviética, no contexto de avanço da globalização e do neoliberalismo, quando a divisão entre países socialistas e capitalistas se desfez e as categorias de “primeiro” e “terceiro” mundo perderam sua validade explicativa. Considerando esse objetivo interpretativo, tal distribuição espacial aponta para
a) a estagnação dos Estados com forte identidade cultural.
b) o alcance da racionalidade anticapitalista.
c) a influência das grandes potências econômicas.
d) a dissolução de blocos políticos regionais.
e) o alargamento da força econômica dos países islã.

 14. (UERJ)
A política externa praticada pelos EUA no governo de Ronald Reagan, entre 1980 e 1988, reaqueceu os antagonismos que caracterizaram o período da Guerra Fria. A ilustração acima faz uma representação irônica dos continentes, condizente com as ideias propagadas pelo líder estadunidense.
Durante o governo Reagan, duas características importantes da geopolítica dos EUA são:
a) ênfase no combate às ditaduras – antagonismo com os países do Sul
b) incentivo à fragmentação territorial – envolvimento em conflitos religiosos
c) estímulo ao expansionismo colonial – estabelecimento de alianças militares
d) acentuação da rivalidade ideológica – práticas de imperialismo econômico

15. (IBMECRJ) A chamada Nova Ordem Mundial, que marcou o final do século XX, é caracterizada por uma série de importantes acontecimentos, EXCETO:
a) A queda do Muro de Berlim.
b) A implosão da União Soviética.
c) A redemocratização da Europa Oriental.
d) A reunificação da Coreia.
e) O fim da Guerra Fria.

Gabarito
1. b; 2. a; 3. b; 4. a; 5. d; 6.c; 7. d; 8. a; 9. c; 10. d; 11. d; 12. b; 13. c; 14. d; 15. d.

Fonte:
http://exercicios.mundoeducacao.bol.uol.com.br/exercicios-geografia/exercicios-sobre-nova-ordem-mundial.htm
http://historiacsd.blogspot.com.br/2012/10/nova-ordem-mundial-o-mundo-pos-guerra.html
http://exercicios.brasilescola.uol.com.br/exercicios-geografia/exercicios-sobre-nova-ordem-mundial.htm
https://descomplica.com.br/blog/geografia/questoes-comentadas-velha-e-nova-ordem-mundial/

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