21 de janeiro de 2017

Questões sobre fontes de energia

1) (CESPE/UnB) A produção de combustíveis oriundos da biomassa faz parte das políticas de governo de vários países, entre os quais se inclui o Brasil. A respeito desse tema, julgue os itens subsequentes.
1. O aumento da produção de etanol no Brasil tem reduzido a concentração da posse de terras e incentivado a diversificação agrícola.
2. No setor de transportes, o uso de biocombustíveis tem sido considerado uma solução para a redução de gases de efeito estufa, o que atende aos propósitos do Protocolo de Quioto.
3. Atualmente, a agroindústria açucareira, tal como ocorreu no período colonial, fornece matéria-prima energética e promove a interiorização da população brasileira.

2 ) O uso de combustíveis está diretamente relacionado a sua origem, se renovável ou não. No caso dos derivados do petróleo e do álcool de cana de açúcar, essa diferenciação se caracteriza:
a) Pelo tempo de reciclagem do combustível utilizado. Neste caso, o tempo maior seria para o álcool.
b) Pela diferença na escala de tempo de formação das fontes: período geológico para o petróleo e ciclo anual para a cana.c) Pelo tempo gasto no processo de refinamento do petróleo.
d) Pelo tempo de combustão para uma mesma quantidade de combustível. Neste caso, o tempo maior seria para os derivados do petróleo.
e) Pela quantidade de partículas lançadas no ar. Os derivados do petróleo lançam bem mais partículas.

3) (ENEM) O potencial brasileiro para gerar energia a partir da biomassa não se limita a uma ampliação do Pró-álcool. O país pode substituir o óleo diesel de petróleo por grande variedade de óleos vegetais e explorar a alta produtividade das florestas tropicais plantadas. Além da produção de celulose, a utilização da biomassa permite a geração de energia elétrica por meio de termelétricas a lenha, carvão vegetal ou gás de madeira, com elevado rendimento e baixo custo.
Cerca de 30% do território brasileiro é constituído por terras impróprias para a agricultura, mas aptas à exploração florestal. A utilização de metade dessa área, ou seja, de 120 milhões de hectares, para a formação de florestas energéticas, permitiria produção sustentada do equivalente a cerca de 5 bilhões de barris de petróleo por ano, mais que o dobro do que produz a Arábia Saudita atualmente.
José Walter Bautista Vidal. Desafios Internacionais para o século XXI. Seminário da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, ago./2002 (com adaptações).
Para o Brasil, as vantagens da produção de energia a partir da biomassa incluem
a) implantação de florestas energéticas em todas as regiões brasileiras com igual custo ambiental e econômico.
b) substituição integral, por biodiesel, de todos os combustíveis fósseis derivados do petróleo.
c) formação de florestas energéticas em terras impróprias para a agricultura.d) importação de biodiesel de países tropicais, em que a produtividade das florestas seja mais alta.
e) regeneração das florestas nativas em biomas modificados pelo homem, como o Cerrado e a Mata Atlântica.

4)  Assinale a alternativa correta com relação aos recursos energéticos.
a) São chamadas de combustíveis fósseis as fontes energéticas geradas pela fossilização de material orgânico. Os mais importantes combustíveis fósseis são o carvão, o petróleo e os derivados do álcool.
b) Os combustíveis fósseis, recursos finitos e não renováveis, têm os custos econômicos de sua exploração encarecidos quando a sua localização ocorre em consideráveis profundidades.c) A queima de combustíveis fósseis provoca a liberação de gás carbônico na atmosfera, o que ocasiona o resfriamento das temperaturas globais.
d) Os maiores responsáveis pela poluição atmosférica causada pela queima dos
combustíveis fósseis são os países periféricos, uma vez que as indústrias dos países
tecnologicamente mais avançados já operam, em sua maioria, com a chamada "tecnologia limpa".
e) A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) congrega exclusivamente países árabes, constituindo-se numa organização essencialmente política, baseada no poder econômico possibilitado pelo domínio da exploração do mais importante dos combustíveis.

5)  (UEPB) O Carvão mineral e o petróleo continuam a ser as duas principais matrizes elétrica e energética mundiais, porém a crise ambiental (com destaque para o aquecimento global) e a problemática do
abastecimento de petróleo fazem com que os combustíveis renováveis e, sobretudo “limpos”, ganhem evidência. Sobre a questão é correto afirmar que
I. os combustíveis fósseis, embora não-poluentes, necessitam ter seu consumo reduzido pelo simples fato de não serem renováveis e, portanto, sujeitos ao esgotamento em um futuro próximo.
II. a água, embora seja uma fonte de energia limpa e renovável, gera polêmicas pelos impactos sociais e ecológicos causados com as construções de grandes hidrelétricas, que destroem ecossistemas e expulsam populações ribeirinhas.
III. a energia solar, apesar de abundante e não-poluente, ainda é pouco utilizada, o que certamente se explica muito mais pelas políticas energéticas e interesses de grupos, do que pelo elevado custo dos painéis de captação de energia.
IV. o Biodiesel, destaque brasileiro em tecnologia alternativa de combustível por ser menos poluente que os hidrocarbonetos e por criar empregos no campo, nem por isso está imune de gerar problemas ambientais, sobretudo, se vier a ser um investimento muito lucrativo, pois fatalmente avançará e destruirá áreas ainda preservadas e de fronteiras, como já ocorre com a soja. Estão corretas apenas as alternativas:
a) II, III e IVb) I, II e III
c) I e IV
d) II e III
e) I, II e IV

6) (URCA) O governo comemorou como vitória o resultado do leilão do pré-sal, com forte peso da Petrobras. O leilão do Campo de Libra, da Bacia de Campos, foi o primeiro sob o novo regime de partilha do pré-sal, em que uma parte do petróleo extraído fica com a
União. Sobre a exploração e geopolítica do Petróleo no Pré-sal é correto afirmarmos.
a) O pré-sal é uma área de reservas petrolíferas que fica debaixo de uma profunda camada de sal, formando uma das várias camadas rochosas do subsolo marinho.b) A camada denominada de pré-sal compreende uma faixa que se estende ao longo de 800 quilômetros de rochas ígneas. Engloba o Espírito Santo, Santa Catarina, abaixo do leito do mar, além das bacias graníticas do Espírito Santo, Campos e Santos.
c) Ela é chamada de pré-sal, em razão da escala de tempo geológica, ou seja, o tempo de formação do petróleo. A camada de reserva de petróleo do pré-sal se formou antes da outra rocha magmática de camada salina, e foi encoberta por esta, milhões de anos depois.
d) O consórcio vencedor é liderado pela Petrobras, que ficou com 70%, a anglo-holandesa Shell e a francesa Total, com 5% cada uma, e as estatais chinesas, CNPC e CNOOC, com 10% de participação cada.
e) A área leiloada hoje é a segunda maior reserva de petróleo já descoberta no Brasil. No Campo de Libra, podem ser retirados do fundo do mar de oito a 12 bilhões de barris, a mesma fica atrás somente do complexo petrolífero de Santos.

7) (IFS) Marque a alternativa que indica as principais fontes ou tipos de energias renováveis.
a) Petróleo, biomassa, eólica e solar.
b) Gás natural, petróleo, nuclear e hidroelétrica.
c) Biomassa, eólica, petróleo e gás natural.
d) Eólica, hidroelétrica, solar e biomassa.
e) Hidroelétrica, solar, petróleo e gás natural.

8) (UEA) Em 2012, 1,4% da energia necessária para abastecer a economia do Brasil foi atendida pela energia nuclear. Ainda que pequena se comparada com outras fontes de energia (56,3% de combustíveis fósseis, por exemplo), é importante conhecermos seus riscos. Uma desvantagem dessa fonte energética é
a) vincular sua operação à previsão de mudanças climáticas em escala global.
b) gerar resíduos difíceis de serem armazenados de modo seguro.c) não proporcionar independência energética aos países importadores de combustíveis fósseis.
d) contribuir para o efeito estufa com a emissão de dióxido de carbono na atmosfera.
e) não possuir uma base científica segura e confiável para sua operação.

9) (UFSC) A questão energética assume, nos dias atuais, uma enorme importância, pois o aumento do consumo energético coloca em xeque as fontes esgotáveis e poluidoras. O uso de novas fontes requer que estas sejam capazes de substituir as atuais fontes primárias e, ao mesmo tempo, sejam limpas ou menos poluidoras.
Assinale a(s) proposição(ões) correta (s):
01. A energia eólica ganha importância em diversas partes do território brasileiro, mas ainda
não é capaz de substituir, plenamente, as atuais fontes primárias.
02. A biomassa é uma fonte energética alternativa que já era utilizada antes da Revolução Industrial.
04. Em um futuro próximo, deve-se combinar diversas fontes de energia, combinação que deverá levar em consideração as condições naturais de cada espaço geográfico.
08. No caso brasileiro, há uma articulação bastante exitosa entre a produção energética hídrica, eólica e de biomassa, o que assegura ao sistema elétrico um potencial inesgotável.
16. Tendo em vista o impacto ambiental, no Brasil, as usinas hidrelétricas estão sendo substituídas gradativamente pelas termelétricas.
32. A questão energética no Brasil não se reduz apenas ao potencial e à diversificação de sua produção, mas também à problemática ambiental que esta provoca.

10) (UERJ) Cresce geração de energia eólica no Brasil
A capacidade de geração de energia eólica no Brasil aumentou 77,7% em 2009, em relação ao ano anterior. Os dados divulgados pelo Conselho Global de Energia Eólica mostram que o Brasil cresceu mais do que o dobro da média mundial nesse período: 31%.
O crescimento brasileiro foi maior, por exemplo, que o dos Estados Unidos (39%), o da Índia (13%) e o da Europa (16%), mas menor que o da China, cuja capacidade de geração ampliou-se em 107%.
De acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica, a capacidade instalada desse tipo de energia no Brasil deve crescer ainda mais. Um leilão realizado em 2009 comercializou 1.805 MW que devem ser entregues até 2012.
Adaptado de , 04/02/2010.
Nomeie a macrorregião brasileira com maior potencial eólico. Apresente, também, duas vantagens ambientais das usinas eólicas.

11) No Brasil, um exemplo de importante fonte energética alternativa dessa natureza, proveniente da biomassa tropical e utilizada como combustível nos veículos automotivos, é
a) a cana de açúcar, utilizada na produção do álcool.
b) o petróleo, utilizado na produção de energia nuclear.
c) o xisto, utilizado na produção de energia termoelétrica.
d) o urânio, utilizado na produção de energia geotérmica.
e) o carvão mineral, utilizado na produção de energia eólica.

12) (UPE) Leia a manchete a seguir:
Brasil precisa de investimento em energia limpa.
16/02/2011 - Jornal Folha de São Paulo.
Sobre o assunto tratado, é correto afirmar que a(o)
a) biomassa, também chamada de energia renovável, é um tipo de energia limpa, desenvolvida por meio de plantações energéticas, porém, mesmo quando é produzida de maneira sustentável, emite grande quantidade de carbono na atmosfera.
b) energia limpa é aquela que não emite grande quantidade de poluentes para a atmosfera e é produzida com o uso de recursos renováveis, a exemplo de biocombustíveis como a cana-de- açúcar e as plantas oleaginosas que são fontes de energia originadas de produtos vegetais.c) Bacia de Campos, no Brasil, possui as maiores reservas de xisto betuminoso que é considerado uma fonte de energia limpa renovável, não se esgota e pode ser aproveitado indefinidamente sem causar grandes danos ecológicos.
d) lenha, energia eólica e energia solar, apesar de se constituírem em fontes de energia não renováveis, são consideradas energias limpas e se destacam por suprirem a maior parte das necessidades brasileiras de eletricidade e por apresentarem uma série de vantagens ambientais.
e) maior potencial de energia limpa no Brasil está instalado na Bacia do Rio Paraná, onde se localizam grandes reservas de gás natural, um biocombustível avançado de transformação geológica, pois dele é possível se obterem hidrocarbonetos.

13) (UFBA) O Brasil, por sua grandeza territorial, possui uma diversidade geográfica e climática significativa. A latitude, o relevo, as bacias hidrográficas, as características do solo, entre outros fatores, criam uma série de possibilidades, entre outras coisas, para o planejamento energético da matriz brasileira.
Sendo bem exploradas, essas características singulares podem fazer do Brasil um país independente das energias fósseis a longo prazo. Através do investimento tecnológico e em infraestrutura, é possível utilizarmos fontes renováveis como a biomassa (etanol e biodiesel), eólica, solar e hidrelétrica. [...] Finalmente, a natureza oferece as condições ou cria as dificuldades que, na verdade, podem ser oportunidades para o crescimento e desenvolvimento do país. (WALTZ, 2010, p. 31).
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a matriz energética brasileira, uma das mais equilibradas entre as grandes nações,
a)justifique a recente expansão hidrelétrica da Região Norte e cite dois exemplos do
atual aproveitamento da Bacia Amazônica;
b)destaque duas características naturais do Nordeste brasileiro, que podem ser aproveitadas para geração de energia alternativa e limpa;
c) indique duas características ambientais da Bacia Hidrográfica do Paraná.

14) Um dos insumos energéticos que volta a ser considerado como opção para o fornecimento de petróleo é o aproveitamento das reservas de folhelhos pirobetuminosos, mais conhecidos como xistos pirobetuminosos. As ações iniciais para a exploração de xistos pirobetuminosos são anteriores à exploração de petróleo, porém as dificuldades inerentes aos diversos processos, notadamente os altos custos de mineração e de recuperação de solos minerados, contribuíram para impedir que essa atividade se expandisse.
O Brasil detém a segunda maior reserva mundial de xisto. O xisto é mais leve que os óleos derivados de petróleo, seu uso não implica investimento na troca de equipamentos e ainda reduz a emissão de particulados pesados, que causam fumaça e fuligem. Por ser fluido em temperatura ambiente, é mais facilmente manuseado e armazenado.
Internet: <www2.petrobras.com.br>. (Com adaptações.)
A substituição de alguns óleos derivados de petróleo pelo óleo derivado do xisto pode ser conveniente por motivos
a) ambientais: a exploração do xisto ocasiona pouca interferência no solo e no subsolo.
b) técnicos: a fluidez do xisto facilita o processo de produção de óleo, embora seu uso demande troca de equipamentos.
c) econômicos: é baixo o custo da mineração e da produção de xisto.
d) políticos: a importação de xisto, para atender o mercado interno, ampliará alianças com outros países.
e) estratégicos: a entrada do xisto no mercado é oportuna diante da possibilidade de aumento dos preços do petróleo.

15) A Idade da Pedra chegou ao fim, não porque faltassem pedras; a era do petróleo chegará igualmente ao fim, mas não por falta de petróleo.
Xeque Yamani, ex-ministro do petróleo da Arábia Saudita. O Estado de S. Paulo, 20 ago. 2001.
Considerando as características que envolvem a utilização das matérias-primas citadas no texto em diferentes contextos histórico-geográficos, é correto afirmar que, de acordo com o autor, a exemplo do que aconteceu na Idade da Pedra, o fim da era do petróleo estaria relacionado:
a) à redução e esgotamento das reservas de petróleo.
b) ao desenvolvimento tecnológico e à utilização de novas fontes de energia.
c) ao desenvolvimento dos transportes e consequente aumento do consumo de energia.
d) ao excesso de produção e consequente desvalorização do barril de petróleo.
e) à diminuição das ações humanas sobre o meio ambiente.

16) O potencial brasileiro para gerar energia a partir da biomassa não se limita a uma ampliação do Proálcool. O país pode substituir o óleo diesel de petróleo por grande variedade de óleos vegetais e explorar a alta produtividade das florestas tropicais plantadas. Além da produção de celulose, a utilização da biomassa permite a geração de energia elétrica por meio de termelétricas a lenha, carvão vegetal ou gás de madeira, com elevado rendimento e baixo custo. Cerca de 30% do território brasileiro é constituído por terras impróprias para a agricultura, mas aptas à exploração florestal. A utilização de metade dessa área, ou seja, de 120 milhões de hectares, para a formação de florestas energéticas, permitiria produção sustentada do equivalente a cerca de 5 bilhões de barris de petróleo por ano, mais que o dobro do que produz a Arábia Saudita atualmente.
VIDAL, José Walter Bautista. Desafios internacionais para o século XXI.
Seminário da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional
da Câmara dos Deputados, ago. 2002. (Adaptado).
Para o Brasil, as vantagens da produção de energia a partir da biomassa incluem:
a) implantação de florestas energéticas em todas as regiões brasileiras com igual custo ambiental e econômico.
b) substituição integral, por biodiesel, de todos os combustíveis fósseis derivados do petróleo.
c) formação de florestas energéticas em terras impróprias para a agricultura.
d) importação de biodiesel de países tropicais, em que a produtividade das florestas seja mais alta.
e) regeneração das florestas nativas em biomas modificados pelo homem, como o Cerrado e a Mata Atlântica.

17) A Lei Federal n. 11.097/2005 dispõe sobre a introdução do biodiesel na matriz energética brasileira e fixa em 5% [em 2016 estava em 8%], em volume, o percentual mínimo obrigatório a ser adicionado ao óleo diesel vendido ao consumidor. De acordo com essa lei, biocombustível é “derivado de biomassa renovável para uso em motores a combustão interna com ignição por compressão ou, conforme regulamento, para geração de outro tipo de energia que possa substituir parcial ou totalmente combustíveis de origem fóssil”.
A introdução de biocombustíveis na matriz energética brasileira:
a) colabora na redução dos efeitos da degradação ambiental global produzida pelo uso de combustíveis fósseis, como os derivados do petróleo.
b) provoca uma redução de 5% na quantidade de carbono emitido pelos veículos automotores e colabora no controle do desmatamento.
c) incentiva o setor econômico brasileiro a se adaptar ao uso de uma fonte de energia derivada de uma biomassa inesgotável.
d) aponta para pequena possibilidade de expansão do uso de biocombustíveis, fixado, por lei, em 5% do consumo de derivados do petróleo.
e) diversifica o uso de fontes alternativas de energia que reduzem os impactos da produção do etanol por meio da monocultura da cana-de-açúcar.

18) (UEM-PR) Sobre fontes de energia e consumo energético global assinale o que estiver correto.
01) A indústria automobilística confirmou a supremacia do uso do petróleo no século XX. A maior produção mundial do petróleo concentra-se no hemisfério sul.
02) A produção de carvão mineral encontra-se principalmente no hemisfério norte, com alguma produção na Austrália e na África do Sul.
04) O gás natural deverá ter maior participação como fonte de energia, por suas vantagens econômicas e ambientais.
08) A crise que atinge algumas fontes de energias convencionais e a preocupação ambiental abriram caminhos para fontes alternativas como a biomassa, a energia eólica, a energia solar, a energia mareomotriz e a geotérmica.
16) A maior parte da eletricidade consumida no mundo é produzida em usinas hidrelétricas.

19) (Fatec-SP) As fontes de energia que utilizamos são chamadas de renováveis e não renováveis. As renováveis
são aquelas que podem ser obtidas por fontes naturais capazes de se recompor com facilidade em pouco tempo, dependendo do material do combustível.
 As não renováveis são praticamente impossíveis de se regenerarem em relação à escala de tempo humana. Elas utilizam-se de recursos naturais existentes em quantidades fixas ou que são consumidos mais rapidamente do que a natureza pode produzi-los.
A seguir, temos algumas formas de energia e suas respectivas fontes.
Assinale a alternativa que apresenta somente as formas de energias renováveis.
a) solar, térmica e nuclear.
b) maremotriz, solar e térmica.
c) hidráulica, maremotriz e solar.
d) eólica, nuclear e maremotriz.
e) hidráulica, térmica e nuclear.

20)  (UFPB) Os recursos energéticos utilizados atualmente podem ser classificados de várias formas, sendo usual a distinção baseada na possibilidade de renovação desses recursos (renováveis e não renováveis), numa escala de tempo compatível com a expectativa de vida do ser humano.
Considerando o exposto e o conhecimento sobre o tema abordado, é correto afirmar:
a) O petróleo é uma fonte de energia renovável, pois novas descobertas, a exemplo do petróleo extraído do pré-sal, comprovam que é um recurso permanente e inesgotável.
b) O carvão mineral é uma fonte de energia renovável, pois a utilização de lenha para sua produção pode ser suprida através de projetos de reflorestamento.
c) O gás natural é uma fonte de energia renovável, pois é produzido concomitantemente ao petróleo,
através de processos geológicos de duração reduzida, semelhantes à escala de tempo humana.
d) A biomassa é uma fonte de energia renovável, pois é produzida a partir do refino do petróleo, que é um recurso não renovável, mas pode ser reciclado.
e) A energia eólica é uma fonte de energia renovável, pois é produzida a partir do movimento do ar, o que a torna inesgotável.

Fonte (livro):
MOREIRA, João Carlos; SENE, Eustáquio de. Geografia geral e do Brasil: espaço geográfico e globalização. Vol. 3. São Paulo: Editora Scipione, 2017.
Fonte: Exercício Mundo Educação, Professor Cardy.com, Fórmula Geo, Geo- Conceição, Preservação Brasil.

Respostas:

1 F-V-F; 2 B; 3 C; 4 B; 5 A; 6 A; 7 D; 8 B; 9 (1 + 4 + 32 = 37);
10. Macrorregião: Nordeste
Duas das vantagens:
• não poluem
• são renováveis
• não demandam grandes áreas para instalação
11 A; 12 B;
13. a) A recente expansão hidrelétrica da Região Norte se deve ao avanço das fronteiras econômicas, ao crescimento da população total e da população urbana, além de investimentos públicos e privados. O seu grande potencial hidráulico, o maior do país, no momento, está relacionado não só às suas atividades tradicionais, mas também como força motriz para a solução dos grandes problemas regionais e visando suprir as deficiências energéticas do país, evitando futuros “apagões”.
Como exemplos do aproveitamento da Bacia Amazônica, podem ser citados projetos como Belo Monte, no rio Xingu, no Pará; Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira, em Rondônia; Teles Pires e o Complexo do Tapajós, no Pará, além do potencial de outros afluentes do Amazonas.
b) Alto índice de insolação anual, sobretudo no Agreste e no Sertão (energia solar); excelente regime de ventos, principalmente no litoral, em particular na faixa setentrional (energia eólica).
c) Características ambientais da bacia do Paraná.
• Condições topográficas acidentadas.
• Rios tipicamente de planalto e caudalosos, apresentando inúmeras cachoeiras e
corredeiras.
• Domínio dos climas tropical, tropical de altitude e subtropical.
• Quatro estações do ano bem definidas em grande extensão.
• Solos de extrema fertilidade (solos de terra roxa) utilizados no cultivo do café.
• Solos de influência vulcânica (arenito-basáltico).
• Formações vegetais dos tipos latifoliada tropical, cerrados e aciculifoliada (araucárias) em grande parte da bacia hidrográfica.
• Relevo predominantemente formado por superfícies planálticas, representadas sobretudo pelo planalto meridional com feições de cuestas.
• Relevo do tipo trapps (escalonados).
• Situa-se sobre terrenos de estrutura sedimentar compondo a bacia geológica do Paraná.
• Presença do Aquífero Guarani no subsolo.
14 E; 15 B; 16 C; 17 A; 18 corretas: 02,04, 08; 19 C; 20 E.

20 de janeiro de 2017

A importância dos rios

Imagem: Salto Yucumã/RS - Vanderlei Debastiani - Domínio público
Um rio é um curso de água que flui da parte mais alta do relevo para a parte mais baixa.
Os rios foram e são até hoje um dos mais importantes recursos de sobrevivência da humanidade.
São eles que fornecem a maior parte da água que consumimos, com que preparamos os alimentos, para a irrigação de terras em atividades agrícolas e para a sustentabilidade da vegetação natural.

15 de janeiro de 2017

Recursos hídricos do Brasil

A maior parte da água do mundo é salgada e o percentual de água potável pronta para o consumo é muito pequeno. Porém, esse percentual de água doce não está disponível para consumo, a maior parte está em forma de geleiras ou neves eternas (68,9%), uma parte é de água doce presa no subsolo (29,9%), uma outra parte (0,9%) é de água salobra dos pântanos e apenas uma parte mínima (0,0002%) é de água potável pronta para o consumo.
Apenas alguns poucos países do mundo detém a maior parte da água do planeta. São eles: Brasil, Rússia. Estados Unidos, Canadá, China, Índia, Indonésia, Colômbia, Peru, Zaire e Papua Nova Guiné.

O Brasil é um dos países mais bem servidos de recursos hídricos do planeta, possui 12% dos recursos hídricos mundiais, porém esse recurso é muito mal distribuído e muito mal aproveitado. É na Região Amazônica que se concentram 80% dos recursos hídricos e há falta de água no Agreste e no Sertão nordestinos. Poluição dos rios e nascentes, ocupação irregular do solo, falta de esgotos, degradação ambiental e desperdício são os grandes problemas existentes no nosso país e que afetam o nosso abastecimento de água. Em metrópoles como São Paulo o problema atinge dimensões catastróficas, uma prova é a poluição do rio Tietê, quadro terrível que dificilmente poderá ser revertido, a não ser à custa de muito dinheiro. Por causa da abundância de água no nosso país, ela sempre foi gratuita e usada sem critério. Somente o tratamento da água é cobrado e, por isso, o desperdício é imenso.
Imagem: Reprodução
Fonte: Tese de Doutorado do Prof. Maurício Waldman. Recursos hídricos e a rede urbana mundial: dimensões global da escassez,
Fonte internet:  ANA - Agência Nacional de Águas, Conpet, Asfagro.

13 de janeiro de 2017

A importância da mata ciliar

Imagem: Reprodução
Mata ciliar é a vegetação que cerca margens e encostas. Essas são muito importantes para a manutenção do meio ambiente.Também é conhecida como mata de galeria, mata de várzea, vegetação ou floresta ripária.
A razão é que essa mata tem o papel fundamental de reter e filtrar resíduos dos rios, processo que evita a poluição e protege as margens contra assoreamentos que provocam enchentes. Além disso, conserva o solo, o que ajuda no controle biológico das pragas.
A manutenção da mata ciliar diminui a população dos borrachudos, mosquitos sugadores de sangue, pois aumenta a população de seus inimigos naturais, como pássaros e peixes. É muito importante para a preservação da mata não deixar animais de médio e de grande porte, como gado, cabras e cavalos, circularem no local. O excesso de pisoteio compacta o solo, além deles se alimentarem das plantas em desenvolvimento.
A lei nº 4.771/65 no Código Florestal define a mata ciliar como área de preservação permanente, que deve ser mantida intocada.
Em caso de degradação, é necessário uma recuperação imediata, com o plantio de espécies adequadas. As melhores espécies são as nativas da própria região que se adaptam mais rapidamente e suas mudas são encontradas com mais facilidade.
A mata ciliar é responsável por:
* Reter/filtrar resíduos de agroquímicos, evitando a poluição dos cursos d’água
* Proteger contra o assoreamento dos rios e evitar enchentes
* Formar corredores para a biodiversidade
* Recuperar a biodiversidade nos rios e áreas ciliares
* Conservar o solo
* Auxiliar no controle biológico das pragas
* Equilibrar o clima
* Melhorar a qualidade do ar, água e solo
* Manter a harmonia da paisagem
* Melhorar a qualidade de vida
A mata ciliar protege os rios do acúmulo de terra, areia e outros sedimentos e evita as enchentes.
A margem de um rio ou riacho jamais poderia ficar desmatada.
Como deveria ser: margens protegidas.

Fonte: Revista Natureza, edição 229, fevereiro de 2007 (Clube dos amantes da Natureza), Fundação Verde, Educação Ambiental Dois Córregos.

11 de janeiro de 2017

Biomas brasileiros


Introduzimos o nosso estudo sobre os biomas do Brasil localizando-os no mapa, que mostra a sua distribuição no território do país.
Por High source - Obra do próprio, CC BY-SA 4.0
Bioma é conceituado, segundo o IBGE, como um "conjunto de vida (vegetal e animal) constituído pelo agrupamento de tipos de vegetação contíguos e identificáveis em escala regional, com condições geoclimáticas similares e história compartilhada de mudanças, o que resulta em uma diversidade biológica própria".
"Como a vegetação é um dos componentes mais importantes da biota, seu estado de conservação e de continuidade definem a existência ou não de habitats para as espécies, a manutenção de serviços ambientais e o fornecimento de bens essenciais à sobrevivência de populações humanas. Para a perpetuação da vida nos biomas, é necessário o estabelecimento de políticas públicas ambientais, a identificação de oportunidades para a conservação, uso sustentável e repartição de benefícios da biodiversidade."(https://www.mma.gov.br/biomas.html)
O Brasil é formado por seis biomas de características distintas: Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pampa e Pantanal.

Nós, brasileiros (as), moramos em um país com uma diversidade climática enorme. Em consequência, temos uma gigantesca diversidade vegetal e animal em nossos biomas, Algumas espécies da Amazônia nem foram descobertas e catalogadas. No entanto, os nossos biomas estão sofrendo degradação ambiental desde que essas terras foram colonizadas por portugueses a partir de 1500. E continua até hoje.

Temos a Amazônia gigantesca, que já perdeu parte de seu território e, ainda assim, é o bioma com maior área no Brasil. Temos o cerrado, com uma riqueza que não percebemos em um primeiro olhar, com uma diversidade vegetal e animal que não temos ideia.O pampa com tantas espécies animais, no entanto, com um solo extremamente fragilizado pela pecuária. E o bioma pantanal, patrimônio natural mundial, degradado pela expansão das monoculturas, pelo garimpo, pela pesca e caça predatórias. A caatinga, outro bioma com tanta riqueza não percebida, também castigado pela pelo rápido processo de desertificação.

Cada um desses biomas tem um conjunto de organismos vivos que vivem nesses ambientes, que fornecem as condições de vida adequada para cada espécie, seja animal ou vegetal. Qualquer interferência humana pode romper com esse equilíbrio tão importante e levá-los à extinção.

Para saber mais sobre o assunto, é só clicar em cima do nome do bioma para ir nas postagens feitas anteriormente.
Pampa  


Abaixo tabela elaborada pelo IBGE com a área aproximada de cada bioma.



Vídeo Biomas Brasileiros - USP CDCC

Fonte:
https://ibge.gov.br/
https://www.mma.gov.br/

10 de janeiro de 2017

Bioma Pampa

Iniciamos nosso estudo sobre o bioma Pampa através do mapa com a localização no território do Brasil.

Por Jjw - Obra do próprio, CC BY-SA 3.0
O pampa é também chamado de campos do sul ou campos sulinos e ocupa uma área de 176.496 Km² correspondente a 2,07% do território nacional e que é constituído principalmente por vegetação campestre.No Brasil o pampa só esta presente do estado do Rio Grande do Sul, ocupando 63% do território gaúcho. Além das fronteiras do país, ele se estende por terras do Uruguai e da Argentina O bioma caracteriza-se pela grande riqueza de espécies herbáceas e várias tipologias campestres, compondo em algumas regiões, ambientes integrados com a floresta de araucária.

Nos campos do sul já foram encontradas 102 espécies de mamíferos, 476 de aves e 50 de peixes.

São chamados de pampas os campos mais planos que estão localizados ao sul do estado do Rio Grande do Sul. Neles existe uma vegetação campestre, que parece um imenso tapete verde. Nos pampas predominam espécies que medem até um metro de altura. São comuns as gramíneas, que às vezes transformam os campos em grandes capinzais.

Na região dos pampas o solo é fértil. Por isso, estes campos são normalmente procurados para desenvolvimento de atividades agrícolas.

O relevo nos campos sulinos é suavemente ondulado. Predominam planícies, mas podem ser encontradas algumas colinas, na região conhecidas como “coxilhas”. Além das coxilhas existem também alguns planaltos onde cavernas e grutas são comuns.

Destacam-se como rios importantes deste bioma o Santa Maria, o Uruguai, o Jacuí, o Ibicuí e o Vacacaí. Estes e outros da região se dividem em duas bacias hidrográficas: a Costeira do Sul e a do rio da Prata. Tratam-se de rios que apresentam boas condições para navegação.
Próximo ao litoral existem muitos lagos e lagoas. A Lagoa dos Patos, localizada no município de São Lourenço do Sul, é a maior laguna do Brasil e a segunda maior da América Latina, com 265 km de comprimento.

O clima da região é o subtropical úmido. O que isso significa que nos campos sulinos, os verões são quentes, os invernos são frios e chove regularmente durante todo o ano.

A região geomorfológica do planalto de Campanha é a maior extensão de campos do Rio Grande do Sul.

A vocação da região de Campanha está na pecuária de corte. As técnicas de manejo adotadas não são adequadas para as condições desses campos, e a prática artesanal do fogo ainda não é bem conhecida em todas as suas consequências. As pastagens são, em sua maioria, utilizadas sem grandes preocupações com a recuperação e a manutenção da vegetação. Os campos naturais no Rio Grande do Sul são geralmente explorados sob pastoreio contínuo e extensivo.

Outras atividades econômicas, baseadas na utilização dos campos, são as culturas de arroz, milho, trigo e soja, muitas vezes praticadas em associação com a criação de gado bovino e ovino. No alto Uruguai e no planalto médio a expansão da soja e também do trigo levou ao desaparecimento dos campos e à derrubada das matas. Atualmente, essas duas culturas ocupam praticamente toda a área, provocando gradativa diminuição da fertilidade dos solos. Disso também resultam a erosão, a compactação e a perda de matéria orgânica.
Imagem: Eduardo Amorim
Fonte (livros):
LUCCI, Elian Alabi; BRANCO, Anselmo Lazaro; MENDONÇA, Cláudio. Território e sociedade no mundo globalizado. vol. 1. São Paulo: Editora Saraiva, 2017
Fonte (internet):
https://www.mma.gov.br/biomas/pampa.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pampa
https://www.todamateria.com.br/pampa/
https://www.coladaweb.com/geografia-do-brasil/pampas

9 de janeiro de 2017

Bioma Pantanal

Vamos iniciar o nosso estudo localizando no território brasileiro o bioma Pantanal, considerado pela UNESCO Patrimônio Natural Mundial e Reserva da Biosfera.
Imagem: Observatório Socioambiental
O complexo do pantanal é um bioma constituído principalmente por uma savana estépica, alagada em sua maior parte, com 250 mil km² de extensão, altitude média de 100 metros, situado no sul de Mato Grosso e no noroeste do Mato Grosso do Sul, além de englobar o norte do Paraguai e o leste da Bolívia.
Localizado próximo à Amazônia e ao cerrado, o pantanal  guarda espécies de fauna e flora desses outros dois biomas, além de apresentar espécies endêmicas, ou seja, que só podem ser encontradas naquela área. Nas matas ciliares, que ficam nas margens dos rios, cresce uma floresta mais densa, com jenipapos, figueiras, ingazeiros, palmeiras e o pau-de-formiga. Nas áreas alagadas raramente aparecem tapetes de gramíneas, como o capim-mimoso. Em locais nunca alagados, aparecem árvores grandes, como o carandá, o buriti e os ipês. Nos terrenos alagados constantemente são encontrados vegetais aquáticos flutuantes, como o aguapé e a erva-de-santa-luzia, além de vegetais fixos com folhas imersas, como a sagitária, e plantas que permanecem submersas, como a cabomba e a utriculária. Existem ainda na paisagem pantaneira matas conhecidas como paratudais, onde crescem árvores com cascas espessas, rugosas e com galhos retorcidos.

A planície é o tipo de relevo predominante do pantanal. Quando a planície está alagada, no meio da água podem ser vistas elevações arenosas conhecidas como cordilheiras. Cercando a planície existem alguns terrenos mais altos, como chapadas, serras e maciços. O maciço mais famoso é o do Urucum, no Mato Grosso.

O solo é pouco permeável, resultado das constantes inundações. Como há excesso de água, a decomposição de matéria orgânica se dá de forma lenta e difícil, o que diminui a fertilidade.
O clima do pantanal é o tropical, caracterizado por temperaturas elevadas. A região apresenta duas estações bem definidas: o verão chuvoso, de outubro a março, quando a temperatura fica em torno de 32° C e o inverno seco, de abril a setembro, quando a média de temperatura é de 21° C.

Os impactos ambientais e socioeconômicos no pantanal são decorrentes da inexistência de um planejamento ambiental que garanta a sustentabilidade dos recursos naturais desse bioma. A expansão desordenada e rápida da agropecuária, com a utilização de pesadas cargas de agroquímicos, a exploração de diamantes e de ouro nos planaltos, com a utilização intensiva de mercúrio, são responsáveis por profundas transformações  regionais, como a contaminação de peixes  e jacaré por mercúrio. 

A remoção da vegetação nativa nos planaltos para implementação de lavouras e de pastagens sem considerar a aptidão das terras e a adoção de práticas de manejo e conservação do solo além da destruição de habitats, acelerou os processos erosivos nas bordas do pantanal.

A caça e pescas clandestinas e a introdução de espécies exóticas também são graves ameaças  à preservação dos recursos dessa região.

O turismo é desorganizado, a falta de controle quanto ao número de turistas que visitam as diversas regiões geram sérios problemas, como o lixo deixado pelas embarcações.

Imagem: Galeria de Venturist
Fonte (livros):
LUCCI, Elian Alabi; BRANCO, Anselmo Lazaro; MENDONÇA, Cláudio. Território e sociedade no mundo globalizado. vol. 1. São Paulo: Editora Saraiva, 2017.
Fonte (internet):
https://ambientes.ambientebrasil.com.br/natural/biomas/pantanal_-_flora_e_fauna.html
https://www.embrapa.br/pantanal
http://www.folhadomeio.com.br/fma_nova/index.php
http://www.observatoriosocioambiental.org/2011/06/biomas-do-brasil-pantanal.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pantanal

8 de janeiro de 2017

Bioma Cerrado

Nosso estudo pelo bioma Cerrado inicia por sua localização no território brasileiro. Segundo o IBGE, é o segundo em extensão territorial.
O cerrado se caracteriza por diversas fisionomias, são formações que variam desde o cerradão, que se assemelha a uma floresta, passando pelo cerrado mais comum no Brasil central, com árvores baixas e esparsas, até o campo cerrado, campo sujo e campo limpo com uma progressiva redução da densidade arbórea. Ali encontram-se as florestas de galeria que seguem os cursos dos rios.

O cerrado é uma formação de arbustos e campos que também apresenta algumas espécies de árvores. É uma formação vegetal caducifólia com raízes profundas, galhos retorcidos e casca grossa.

Este bioma já cobriu 25% do território do país, principalmente no Brasil Central. As árvores caracterizam-se por serem mais baixas que as da floresta tropical, com troncos tortuosos, folhas grossas e raízes profundas que atingem o lençol d'água, elementos importantes para resistir a secas e incêndios.

A paisagem não releva a sua riqueza em um primeiro olhar. No entanto, trata-se de um conjunto de ecossistemas dos mais ricos do país. Concentra aproximadamente 6 mil espécies de plantas, 200 espécies de mamíferos, 800 espécies de aves e cerca de 1,2 mil espécies de peixes.

A forte urbanização, grandes projetos agropecuários, produção de ferro-gusa (consumo de lenha), hidrelétricas fazem desse bioma um dos mais ameaçados. Dos 2 milhões de quilômetros quadrados originais, restam 350 mil.
Imagem: Galeria de jvc


Fonte (livros):
LUCCI, Elian Alabi; BRANCO, Anselmo Lazaro; MENDONÇA, Cláudio. Território e sociedade no mundo globalizado. vol. 1. São Paulo: Editora Saraiva, 2017.
Fonte (internet):
http://www.educacao.go.gov.br/documentos/nucleomeioambiente/Caderno4_terra.pdf
http://www.caliandradocerrado.com.br/2010/05/vegetacao-tipica-do-cerrado.html
https://www.estudopratico.com.br/cerrado-brasileiro-fauna-flora-e-outras-caracteristicas/
https://aquelemato.org/plantas-do-cerrado/

6 de janeiro de 2017

Bioma Caatinga

Nosso estudo sobre o bioma Caatinga inicia com a análise do mapa abaixo com a localização no território brasileiro.

A Caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro, o que significa que grande parte de seu patrimônio biológico não pode ser encontrado em nenhum outro lugar do planeta. Possui uma extensão de 734.478 quilômetros quadrados, o que corresponde a cerca de 10% do território nacional. Está presente nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Bahia, Piauí e norte de Minas Gerais. 

As temperaturas médias anuais oscilam entre 25° C e 29° C, o clima é semiárido. São características desse tipo de clima a baixa umidade e o pouco volume pluviométrico. São longos os períodos de ausência de chuvas, podendo chegar a oito ou nove meses de seca por ano.

O solo em geral é raso, rico em minerais e pobre em matéria orgânica, já que a decomposição desta matéria é prejudicada pelo calor e luminosidade, intensos durante todo o ano. Esse solo com muitas pedras dificilmente armazena a água que cai no período de chuvas.

A vegetação é composta por plantas xerófitas, espécies que acabaram desenvolvendo mecanismos para sobreviverem em um ambiente com poucas chuvas e baixa umidade.Os cactos são muito representativos da vegetação da caatinga, mas existem outras espécies como o madacaru, a coroa-de-frade, o xique-xique, o juazeiro, o umbuzeiro e a aroeira.

A ação do homem já alterou 80% da cobertura original da caatinga, que atualmente tem menos de 1% de sua área protegida em 36 unidades de conservação.Os ecossistema desse bioma se encontram bastante alterados pela substituição de espécies nativas  por cultivos e pastagens.O desmatamento e as queimadas ainda são práticas comuns no preparo da terra para a agropecuária que, além de destruir a cobertura vegetal, prejudica a manutenção de populações da fauna silvestre, a qualidade da água, e o equilíbrio do clima e do solo.

Cerca de 20 milhões de brasileiros vivem na região coberta pela caatinga. Quando não chove, o sertanejo e sua família precisam caminhar quilômetros em busca de água dos açudes. A irregularidade climática é um dos fatores que mais interferem na vida de quem vive nessa área.
Imagem: Galeria de Glauco Umbelino

Fonte (livros):
LUCCI, Elian Alabi; BRANCO, Anselmo Lazaro; MENDONÇA, Cláudio. Território e sociedade no mundo globalizado. vol. 1. São Paulo: Editora Saraiva, 2017
Fonte (internet):
https://pt.wikipedia.org/wiki/Caatinga
https://brasilescola.uol.com.br/brasil/caatinga.htm
https://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/questoes_ambientais/biomas/bioma_caatinga/
https://www.mma.gov.br/biomas/caatinga

5 de janeiro de 2017

Bioma Mata Atlântica

O Brasil, pela sua localização geográfica e seu tamanho continental (8.514.876.599 km²), abriga seis biomas: Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Pantanal e Pampa.
Iniciamos o nosso estudo analisando o mapa abaixo, que mostra a área original e o que resta atualmente, segundo dados do SOS Mata Atlântica.
                                                                             Imagem: SOS Mata Atlântica
A Mata Atlântica originalmente estendia-se do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, e ocupava uma área de 1,3 milhão de quilômetros quadrados. Tratava-se da segunda maior floresta tropical úmida do Brasil, só comparável a Floresta Amazônica.

A Mata Atlântica é uma floresta tropical plena, associada aos ecossistemas costeiros de mangues nas enseadas, foz de grandes rios, baías e lagunas de influência de marés, matas de restingas nas baixadas arenosas do litoral, às florestas de pinheirais no planalto, do Paraná, Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, e ainda aos campos de altitude nos cumes das Serras da Bucaina, da Mantiqueira e do Caparaó.

Essa floresta já cobriu 15% do território brasileiro. Segundo o SOS, Mata Atlântica, o bioma abrange uma área de cerca de 15% do total do território brasileiro que inclui 17 Estados (Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe), dos quais 14 são costeiros. Hoje, restam apenas 12,4% da floresta que existia originalmente e, desses remanescentes, 80% estão em áreas privadas.

A Mata Atlântica, juntamente com a Amazônia, compreende um terço da área de florestas tropicais do planeta.

Este bioma se formou sobre uma extensa cadeia montanhosa que acompanha quase todo litoral brasileiro. Ele possui formações diversificadas, com três tipos principais de florestas (florestas ombrófilas densas, semideciduais e deciduais), além de áreas de cerrados, campos e manguezais.
Floresta tropical, com presença de árvores de médio e grande porte, formando uma floresta fechada e densa. Espécies vegetais: palmeiras, bromélias, begônias, orquídeas, cipós e briófitas, pau-brasil, jacarandá, peroba, jequitibá-rosa, cedro. tapiriria, andira, etc

A destruição do período colonial começou com a extração do pau-brasil e o ciclo da cana-de-açúcar no Nordeste do país. Chegou-se ao século XX com o ciclo do café e forte crescimento econômico. A urbanização, a industrialização, grandes projetos agropecuários e rodovias geram os maiores impactos.

Atualmente cerca de 80 milhões de pessoas vive nessa área que, além de abrigar a maioria das cidades e regiões metropolitanas do país, sedia também os grandes polos industriais, químicos, petroleiros e portuários do Brasil, respondendo por 80% do PIB do Brasil.

Apesar de sua história de devastação, a Mata Atlântica ainda possui remanescentes florestais de extrema beleza e importância que contribuem para que o Brasil seja considerado o país  de maior diversidade biológica do planeta.
Imagem:  Glauco Umbelino

Vídeo O Caminho da Mata Atlântica
e a biodiversidade - WWW - Brasil


Fonte (livros):
LUCCI, Elian Alabi; BRANCO, Anselmo Lazaro; MENDONÇA, Cláudio. Território e sociedade no mundo globalizado. vol. 1. São Paulo: Editora Saraiva, 2017.Fonte (internet):
http://www.educacao.go.gov.br/documentos/nucleomeioambiente/Caderno4_terra.pdf
https://ambientes.ambientebrasil.com.br/natural/biomas/mata_atlantica.html
https://www.bonde.com.br/educacao/passado-a-limpo/desmatamento-da-mata-atlantica-chegou-a-92--85763.html
https://www.ibflorestas.org.br/bioma-mata-atlantica
https://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/questoes_ambientais/biomas/bioma_mata_atl/bioma_mata_atl_ameacas/
https://www.suapesquisa.com/geografia/vegetacao/mata_atlantica.htm
https://www.ib.usp.br/ecosteiros/textos_educ/mata/terra/terra.htm
https://www.sosma.org.br/nossas-causas/mata-atlantica/

4 de janeiro de 2017

Bioma Amazônia

O Brasil, pela sua localização geográfica e seu tamanho continental (8.514.876.599 km²), abriga seis biomas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Pantanal e Pampa.
Iniciamos o nosso estudo com o maior doa biomas brasileiros, que além de ocupar boa parte do território brasileiro, também inclui países próximos ao Brasil, como Guianas, Suriname, Venezuela, Equador, Peru e Bolívia.
Vamos conhecer partindo da análise do mapa abaixo que mostra a área de abrangência do bioma.
Imagem: IBGE
AMAZÔNIA

Imagem de Rosa Maria por Pixabay
O bioma Amazônia ocupa cerca de 40% do território brasileiro. Nele estão localizados os estados do Pará, Amazonas, Amapá, Acre, Rondônia, Roraima e algumas parte do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso. Também inclui terras de países próximos ao Brasil, como as Guianas, Suriname, Venezuela, Equador, Peru e Bolívia.

A floresta Amazônica é a maior e mais diversa floresta tropical do planeta, com cerca de 5 milhões de km² e abrigando mais de um terço das espécies existentes no planeta. Mais da metade deste bioma está no Brasil.
A Amazônia pode ser dividida em matas de terra firme, matas de várzeas e matas de igapó.
As matas de terra firme são aquelas situadas em regiões mais altas e por isso não são atingidas pelas cheias dos rios. Nelas estão as árvores de grande porte, como a castanheira-do-pará e a palmeira.

As matas de várzea são as que sofrem com inundações em determinados períodos do ano. Na parte mais elevada desse tipo de mata, o tempo de inundação é curto e a vegetação é parecida com a da mata de terra firme. Nas regiões planas, que permanecem inundadas por mais tempo, a vegetação é parecida com a da mata de igapó.
As matas de igapó são as que estão em terrenos mais baixos e estão quase sempre inundadas. Nessas áreas encontramos a vitória-régia, símbolo da Amazônia.

Apesar da grande riqueza da floresta, o solo é extremamente pobre, sendo que apenas 10% da Amazônia possuem solos férteis o bastante para a atividade agrícola.

O relevo da Amazônia é composto por planícies, depressões e planaltos.

O clima da Amazônia é o equatorial úmido, que caracteriza-se por temperaturas elevadas e chuvas abundantes.

A hidrografia desse bioma tem como característica a abundância de água doce e por possuir a maior bacia hidrográfica do planeta, a bacia amazônica, com mais de 1.100 afluentes.

Fauna abundante. Mamíferos: onça pintada, lobo guará, veado, capivara, primatas, etc. Répteis: jacarés, tartarugas e cobras, como a cascavel, sucuri e jararaca. Peixes: tucunarés, surubins, piranhas, jaús, etc. Anfíbios: de sapos, rãs e pererecas . Aves: papagaios, araras, maritacas, garças, tucanos, pardais, gaviões, corujas. Insetos:abelhas, vespas, besouros, cupins e formigas, além de mosquitos.

A Amazônia é um banco genético do mundo

A maior ameaça é o desmatamento (queimadas e extração de madeira). As áreas desmatadas são ocupadas pela criação de gado e por monoculturas (como a da soja). Outros impactos ocorrem pela expansão urbana desordenada, caça e pesca predatórias, garimpo e outras atividades econômicas impactantes, como megaprojetos minerários (Grande Carajás, produção de ferro-gusa e alumínio).
Imagem: IPAM Amazônia
Incêndios florestais
No Brasil, em cerca de 90% dos casos, as queimadas são causadas pela ação humana, principalmente em decorrência da agropecuária. O anúncio de recorde na balança comercial de exportações de produtos agropecuários do Brasil são traduzidos em vegetação derrubada e queimadas.
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Fonte (livros):
LUCCI, Elian Alabi; BRANCO, Anselmo Lazaro; MENDONÇA, Cláudio. Território e sociedade no mundo globalizado. vol. 1. São Paulo: Editora Saraiva, 2017
Fonte (internet):
https://ipam.org.br/pt/
http://www.educacao.go.gov.br/documentos/nucleomeioambiente/Caderno4_terra.pdf
http://www.fundoamazonia.gov.br/pt/projeto/Monitoramento-Ambiental-por-Satelites-no-Bioma-Amazonia/
https://www.pensamentoverde.com.br/meio-ambiente/os-principais-animais-da-fauna-amazonica/
https://www.letrasambientais.com.br/posts/biomas-do-brasil:-conheca-as-9-principais-ameacas
https://www.letrasambientais.com.br/posts/incendios-florestais:-um-crime-ambiental-aceitavel-no-brasil-

3 de janeiro de 2017

Erosão dos solos

"Erosão é o arrastamento de partículas constituintes do solo, pela ação da água em movimento, resultante da precipitação pluviométrica ou pela ação dos ventos  e das ondas".

Os processos erosivos são condicionados basicamente por alterações do meio ambiente, provocadas pelo uso do solo nas suas várias formas, desde o desmatamento e a agricultura, até obras urbanas e viárias, que, de alguma forma, propiciam a concentração das águas de escoamento superficial.

Existem causas  físicas e causas mecânicas para a erosão. As causas físicas são oriundas das forças da natureza que, pela inexistência de proteção, atuam sobre o solo, prejudicando-o em suas qualidades naturais. Já as causas mecânicas se originam pela ação das máquinas e implementos agrícolas, comprimindo o solo ou mobilizando-o excessivamente.

Segundo OLIVEIRA et al (1987), este fenômeno de erosão vem acarretando, através da degradação dos solos e, por consequência, das águas, um pesado ônus à sociedade, pois além de danos ambientais irreversíveis, produz também prejuízos econômicos e sociais, diminuindo a produtividade agrícola, provocando a redução da produção de energia elétrica e do volume de água para abastecimento urbano devido ao assoreamento de reservatórios, além de uma série de transtornos aos demais setores produtivos da economia.

A erosão hídrica dos solos é a mais preocupante no Brasil, pois  desagrega e transporta o material erodido com grande facilidade, principalmente em regiões de clima úmido, onde os resultados são mais drásticos. A erosão hídrica  é o transporte, por arrastamento, de partículas do solo pela ação das águas. É um dos principais fatores de desagregação dos solos agrícolas, sendo que no sul do Brasil os maiores problemas ocorreram nas décadas de 1970 e 1980 com o avanço da modernização agrícola.

A erosão causada pela água  pode ser laminar,  em sulcos ou em voçorocas, que é a forma mais avançada da erosão, ocasionada por grandes concentrações de enxurrada que passam, ano após ano,  no mesmo sulco, que vai ampliando pelo deslocamento de grandes massas de solo, formando grande cavidades em extensão e profundidade.

Como a erosão é efeito e não causa, para recuperar o solo é fundamental dar a ele condições de se regenerar para voltar a ter, pelo menos em parte,  suas condições naturais.

Experimento erosão hídrica
Podemos visualizar, em forma de experimento, o efeito da água da chuva na terra, gerando a erosão do solo. É o Programa Solo na Escola - ESALQ - USP.
É interessante trabalhar com os alunos para que eles possam entender o efeito do desmatamento e da retirada da mata ciliar sobre o solo.
Materiais:
3 galões de água de 20 litros
Solo
Grama viva.
Restos vegetais mortos, serrapilheira (folhas secas, ramos, pequenos
galhos).
3 garrafas PET.
Barbante.


Como fazer o experimento:
Corte os 3 galões pelo comprimento e em cada um você vai simular a realidade dos solos . 
No galão nº 1 você vai plantar a grama viva, simulando o solo com uma boa cobertura vegetal, que não sofre danos pela água da chuva.
No galão nº 2  você vai simular um solo com uma cobertura vegetal morta, como se faz no plantio direto, em que o solo também fica protegido da erosão hídrica por essa cobertura vegetal.
No galão n° 3 vai simular o solo nu, em que foi retirada toda a cobertura vegetal e o processo de degradação do solo é muito intenso.

Fontes: ARAÚJO, Regina Bolico. Monografia Degradação dos solos por erosão hídrica e o meio ambiente. Pós-Graduação em Educação Ambiental e Gestão de Recursos Naturais. Solo Geo

2 de janeiro de 2017

Degradação dos solos no Rio Grande do Sul

Voçoroca em Fortaleza dos Valos (RS) 

A utilização do solo em grande escala e o avanço da fronteira agrícola no sul do Brasil baseou-se em sistemas trazidos pelos colonizadores europeus. Os alemães começaram a chegar ao estado em 1824. Eles colonizaram a parte inferior da encosta do planalto Norte-Rio-Grandense, sobretudo os vales dos rios Caí, Sinos, Pardo e Taquari. Em 1875 chegaram ao Rio Grande do Sul os primeiros italianos, que colonizaram a parte superior da encosta e a borda do planalto.
O fato de os imigrantes trazerem ao estado técnicas de cultivo adequadas aos solos de clima temperado, que envolvia intenso revolvimento do solo, contribuiu para a degradação dos solos do Rio Grande do Sul. Isso porque o sistema utilizado pelos primeiros agricultores no nosso estado baseava-se na retirada de resíduos vegetais da superfície e na intensa mobilização do solo, com o objetivo de oferecer condições ideais para a germinação das sementes. Esse sistema de cultivo é reconhecido como convencional.

Estas colônias desenvolveram-se rapidamente, à custa da fertilidade natural dos solos de mata, porém, logo entraram em declínio devido ao empobrecimento do solo que, com o esgotamento da matéria orgânico e nutriente, tornaram-se ácidos e improdutivos. Com a exaustão do solo pelos cultivos e aumento populacional, houve o deslocamento dos imigrantes para novas áreas de colonização na zona de matas subtropicais do Planalto Médio, Missões e encostas do rio Uruguai, onde a fertilidade natural dos solos era baixa, dificultando a fixação dos agricultores nesses locais.

A partir do momento em que os solos do Rio Grande do Sul ficaram exaustos, ocorreu o aumento da migração para outros estados, ocorridos nas décadas de 60 e 70, quando houve a ampliação do tamanho das propriedades e aumento da área cultivada por causa da implantação de uma agricultura mecanizada e utilização de fertilizantes.

Fonte: ARAÚJO, Regina Bolico. Degradação dos solos por erosão hídrica e o meio ambiente. Monografia da Pós-graduação em Educação Ambiental e Gestão de Recursos Naturais.

1 de janeiro de 2017

As crianças como mão de obra na Revolução Industrial

Imagem: Coleção Lewis Hine
Revolução Industrial foi um conjunto de mudanças que ocorreram na Europa nos séculos XVIII e XIX. O trabalho, que antes era artesanal, passa a fazer uso de máquinas e o trabalhador torna-se assalariado.Nesse contexto, países enriqueceram e tornaram-se nações muito poderosas, enquanto seus trabalhadores viviam na mais completa miséria.  A Inglaterra era a maior potência industrial desse período. 

Trabalho infantil na era vitoriana

Na Inglaterra, durante a era vitoriana, o trabalho infantil foi norma durante os anos 1800. Crianças tinham que trabalhar a partir dos cinco anos de idade para aumentar a pequena renda da família, Não existia na época um serviço de proteção à infância como existe atualmente. Ao longo de várias décadas leis foram sendo criadas, que melhoraram um pouco as condições de trabalho e o tratamento dados às crianças. Isso aconteceu porque pessoas como Lord Shaftesbury e Thomas Agnew tomaram medidas para que as mudanças acontecessem. Mas até que essas leis fossem  aprovadas, o trabalho infantil nos tempos vitorianos era desenfreado. Os proprietários das fábricas viam as crianças como mão de obra barata e eficaz. Elas trabalhavam por uma mera fração do que um adulto ganhava. E as meninas eram ainda mais baratas. Devido ao seu tamanho e energia jovem havia trabalhos que as crianças desempenhavam bem ou mesmo melhor do que os adultos. Às vezes havia mais crianças do que adultos nas fábricas. As crianças não tinham direitos. Os trabalhos mais sujos foram dados à elas. Muitas vezes uma criança tinha que limpar sob as máquinas, mesmo enquanto elas estivessem funcionando. Havia pouca ou nenhuma medida de segurança posta em prática nos tempos vitorianos para a ocorrência de uma lesão ou até mesmo de morte, o que não era incomum. O trabalho infantil vitoriano consistia em horas de trabalho muito longas. A semana de trabalho normal era de segunda a sábado, a partir das 6 da manhã até as 20 horas. As crianças eram espancadas ou multadas caso adormecessem, cometessem  um erro ou se atrasassem o serviço.

Em 1881 Thomas Agnew, um homem de negócios de Liverpool visitou a Sociedade de New York para a Prevenção da Crueldade às Crianças. Ficou tão impressionado com o que viu que voltou para a Inglaterra e criou a Sociedade de Liverpool para a Prevenção da Crueldade às Crianças. A Sociedade Nacional para a Prevenção da Crueldade às Crianças (SPCC) foi criada em 1891.

Abaixo depoimentos das crianças durante a fase mais dura da Revolução Industrial.

"Nosso período regular de trabalho ia das cinco da manhã até as nove ou dez da noite. No sábado, até as onze, às vezes meia-noite, e então éramos mandados para a limpeza das máquinas no domingo. Não havia tempo disponível para o café da manhã e não se podia sentar para o jantar ou qualquer tempo disponível para o chá da tarde. Nós íamos para o moinho às cinco da manhã e trabalhávamos até as oito ou nove horas quando vinha o nosso café, que consistia de flocos de aveia com água, acompanhado de cebolas e bolo de aveia tudo amontoado em duas vasilhas. Acompanhando o bolo de aveia vinha o leite. Bebíamos e comíamos com as mãos e depois voltávamos para o trabalho sem que pudéssemos nem ao menos nos sentar para a refeição."
(Esse depoimento faz parte do livro “Capítulos da vida de um garoto nas fábricas de Dundee”, de Frank Forrest).

"São constantes as informações sobre crianças que trabalham em fábricas e que são cruelmente agredidas pelos supervisores a ponto de seus membros se tornarem distorcidos pelo constante ficar de pé e curvar-se (para apanhar). Por isso eles crescem e se tornam aleijados. Eles são obrigados a trabalhar treze, quatorze ou até quinze horas por dia."
(Trecho do livro “A História da produção de algodão”, de Edward Baines).

As crianças ocupavam todos os tipos de postos de trabalho, incluindo mineração, trabalho nas indústrias têxteis, na agricultura, como limpadores de chaminés e servos.

Elas tiveram uma existência triste.
Imagem: Coleção Lewis Hine
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Fonte:  Old Picz, Victorian Children
Imagens: Fick - Coleção Lewis Hine