13 de setembro de 2019

A pressão atmosférica e os ventos

Pressão atmosférica: é o peso do ar sobre a superfície. Existem  diferenças de pressão atmosférica na superfície terrestre, porque esse peso não é exercido de maneira uniforme em todos os lugares. Das diferenças de pressão atmosférica é que se originam os ventos. O aparelho que mede a pressão atmosférica é o barômetro.
Ventos: são os movimentos verticais e horizontais do ar e sua formação depende da distribuição das temperaturas na superfície da Terra, pois estas são responsáveis pelas desigualdades de pressão atmosférica que iniciam esses movimentos. Quando o ar é aquecido, fica menos denso e sobe, o que diminui a pressão sobre a superfície e forma uma área de baixa pressão atmosférica. Quando o ar é resfriado, fica mais denso e desce formando uma zona de alta pressão.
Os ventos classificam-se em horizontais ou verticais (ascendentes ou descendentes).

Os ventos deslocam-se sempre das áreas de alta pressão (frias) para as áreas de baixa pressão (quentes). As zonas de alta pressão são chamadas de anticiclonais e são dispersoras de vento, já as de baixa pressão são as ciclonais, e  receptoras de vento.

Esse movimento que gera os ventos pode ocorrer em escala local, em áreas distantes apenas alguns quilômetros, como a brisa marítima, ou em escala regional, como a Massa Equatorial Continental, que atua na Amazônia. Já em escala planetária temos os ventos alísios.

Brisa marítima e brisa terrestre


É um vento local que surgem nos litorais. Durante o dia as correntes de ar sopram do oceano para o continente e durante a noite o vento sopra do continente para o oceano. Isso acontece por causa das diferenças de retenção de calor dessas duas superfícies.

Durante o dia a terra (e areia) se aquece  rapidamente, mas também perde calor  assim que anoitece. Já as águas que durante o dia se aqueceram bem devagar, também  demoram para perder calor. Então à noite as águas estão alguns graus  mais quentes que o continente. Isso gera a brisa marítima durante o dia e a brisa terrestre durante a noite.

Lembrando que o mecanismo dos ventos diz que o ar sempre sopra de uma área de baixa pressão (fria) para uma área de alta pressão (quente).

Livro: ALMEIDA, Lúcia Marina Alves de; RIGOLIN, Tércio Barbosa. Fronteiras da globalização. Vol. 1. São Paulo: Ática, 2017.
MOREIRA, João Carlos; SENE, Eustáquio de. Geografia geral e do Brasil; espaço geográfico e globalização. Vol, 1. 2017.
Fonte (internet):
https://coggle.it/diagram/WxLEDiBEshEr2gnX/t/2-natureza-e-a-rela%C3%A7%C3%A3o-do-ser-humano-com-o-ambiente
https://www.geografiaopinativa.com.br/2013/11/brisa-maritima-e-terrestre.html
https://super.abril.com.br/mundo-estranho/por-que-os-ventos-sopram-da-terra-para-o-mar-durante-o-dia-e-a-noite-do-mar-para-a-terra/
https://super.abril.com.br/mundo-estranho/como-se-formam-os-ventos/
Imagens: Geoanalysis, Wikipedia (Arquivo: Sea Land Breeze.svg), IPMA(Instituto Português do Mar e da Atmosfera - brisa).

12 de setembro de 2019

Precipitações superficiais

O nevoeiro, o orvalho e a geada representam as precipitações superficiais, também chamadas de condensações superficiais. 

Nevoeiro (ou neblina): é a umidade que se condensa próxima ao solo. São gotículas de água muito pequenas e que ficam em suspensão numa camada de ar  próxima da superfície da Terra. Forma-se quando o ar quente e úmido, em contato com o solo frio ou com superfícies líquidas, perde calor e se condensa. Ocorre em noites de céu limpo, ventos fracos  e umidade relativa do ar acima de 90%.
Imagem: Pixabay
Orvalho: O orvalho é o resultado da condensação do vapor de água presente no ar, em forma de gotículas, quando entra em contato com superfícies com temperatura mais baixa. Ao entrar em contato com o solo frio, o vapor de água passa para o estado liquido, que é o orvalho.
Imagem: Pixabay
Geada: é a deposição de cristais de gelo que ocorre quando a temperatura é inferior a 0ºC. Se o resfriamento do ar for muito intenso e rápido, o vapor de água passará diretamente para o estado sólido. O orvalho congelado é a geada.
Imagem: Pixabay
Livro: ALMEIDA, Lúcia Marina Alves de; RIGOLIN, Tércio Barbosa. Fronteiras da globalização. Vol. 1. São Paulo: Ática, 2017.
Fonte(internet):
https://www.sogeografia.com.br/Conteudos/GeografiaFisica/Clima/precipitacoes.php
https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/biologia/formas-de-precipitacao/42231
https://www.climatempo.com.br/noticia/2016/05/12/o-que-e-o-nevoeiro--2190
https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/curiosidades/orvalho.htm
https://geografiacriticanaveia.wordpress.com/precipitacoes/
https://fisica.ufpr.br/grimm/aposmeteo/cap6/cap6-1-2.html

7 de setembro de 2019

Questões sobre tipos de chuva

1. A chuva é um dos vários tipos de precipitação do vapor d'água existente na atmosfera, sendo caracterizada pela queda da água em sua forma líquida. Os principais tipos de chuva, de acordo com sua forma de ocorrência, são:
I) Chuvas de convecção ou convectivas
II) Chuvas de granizo
III) Chuvas frontais
IV) Chuvas orográficas
Estão corretas as alternativas:
a) I, II e III.
b) I e IV
c) I, II e IV.
d) I, II, III e IV.
e) I, III e IV.

A umidade atmosférica, as precipitações não superficiais e tipos de chuvas

Umidade do ar
A umidade do ar é a quantidade de vapor de água existente na atmosfera. Ela varia de um lugar para outro e até em um mesmo lugar, dependendo do dia, do mês ou da estação do ano.
Umidade relativa do ar
A umidade relativa do ar tem relação com o seu ponto de saturação, que é a sua capacidade máxima de reter umidade. Por exemplo, umidade relativa de 60% quer dizer que faltam 40% para atingir a capacidade de retenção total de vapor de água no ar e começar a chover. Ao atingir 100% é atingido o total de vapor de água que a atmosfera pode comportar. É o que se chama ponto de saturação.
A capacidade de retenção do vapor de água depende da temperatura. Em dias quentes, os gases estão dilatados e aumenta a sua capacidade de retenção de vapor; já com  temperaturas mais baixas, os gases ficam mais espessos e carregados e é necessária menor quantidade de vapor de água para atingir o ponto de saturação.
Umidade absoluta
É a quantidade de vapor de água existente na atmosfera num determinado momento. É expressa em g/m³, ou seja, gramas de água existentes em cada metro cúbico de ar.
A umidade do ar é medida por um aparelho chamado higrômetro.
Imagem: Pixabay

30 de agosto de 2019

Mapas conceituais e mapas mentais como estratégias de ensino

Os mapas conceituais podem ser caracterizados por uma estratégia de organização de ideias capazes de resumirem determinados assuntos por meio de palavras-chave, imagens, símbolos em uma estrutura advinda de um conceito.
Os mapas conceituais constituem-se como uma estrutura esquemática para representar um
conjunto de conceitos imersos em uma rede de proposições. Implica-se na estruturação do
conhecimento, na medida em que representa visualmente a partilha de significados de seu autor.
O mapa conceitual é apenas um meio para se alcançar um fim. Ele pode configurar-se uma estratégia de ensino/aprendizagem ou uma ferramenta avaliativa, entre outras possibilidades.
A teoria a respeito dos Mapas Conceituais foi desenvolvida na década de 1970 pelo pesquisador norte-americano Joseph Novak. Ele define mapa conceitual como uma ferramenta para organizar e representar o conhecimento.

26 de agosto de 2019

A Amazônia e o fenômeno dos "rios voadores"

A influência da Amazônia no regime de chuvas da América do Sul

“Rios voadores” são cursos de água atmosféricos, invisíveis, que passam por cima de nossas cabeças transportando umidade e vapor de água da bacia Amazônica para outras regiões do Brasil. A floresta Amazônica funciona como uma bomba d’água. Ela “puxa” para dentro do continente umidade evaporada do oceano Atlântico que, ao seguir terra adentro, cai como chuva sobre a floresta. Pela ação da evapotranspiração da floresta, as árvores e o solo devolvem a água da chuva para a atmosfera na forma de vapor de água, que volta a cair novamente como chuva mais adiante.
A evapotranspiração da floresta Amazônica e a umidade gerada por ela tem uma importante contribuição no regime de chuvas do Brasil.
Além de levar umidade para outras regiões do Brasil, estes fluxos aéreos de água, empurrados pelos ventos, levam a umidade para outros países da América do Sul como Bolívia, Paraguai, Argentina, Uruguai e até mesmo o sul do Chile.

25 de agosto de 2019

Elementos do clima

Temperatura: A temperatura é a intensidade de calor existente na atmosfera. É o estado térmico da atmosfera, referindo-se a sensação de frio e calor. Ela é medida pelo aparelho termômetro, sendo utilizadas duas escalas: Celsius, a mais comum e Fahrenheit. Elas podem ser convertidas, por exemplo de Celsius para Fahrenheit e vice-versa, tendo em vista que 0°C = 32°F.

Fatores do clima

Os fatores do clima são elementos naturais ou não que exercem influência sobre o clima de uma determinada região. Um ou mais fatores climáticos podem interagir, influenciando na temperatura, umidade, pluviosidade e deslocamento de ar.

Latitude: A latitude é um dos fatores do clima que influi na temperatura devido à forma esférica da Terra. A insolação diminui a partir do Equador, pois ali os raios solares incidem perpendicularmente à superfície da Terra, em direção aos pólos, onde há elevada inclinação e reflexão dos raios solares. Então a regra geral se define por a temperatura diminuir com o aumento da latitude.

Tempo e clima

O tempo é um estado momentâneo, ou seja, uma combinação dos elementos atmosféricos, como temperatura, umidade e pressão atmosférica. O tempo corresponde a um estado momentâneo da atmosfera numa determinada área da superfície da Terra. A ciência responsável pelo estudo do tempo é a meteorologia e a mesma é capaz de prever como este será em uma determinada região, a partir de dados recebidos por satélites.
O clima corresponde ao comportamento do tempo em uma determinada área durante um período longo, de pelo menos 30 anos. O clima é o padrão da sucessão dos diferentes tipos de tempo que resultam do movimento constante da atmosfera. A ciência responsável pelo estudo do clima é a climatologia, a qual afirma que mudança de tempo não significa mudança de clima, porém cabe-se constatar que o mesmo não é imutável, um exemplo das mudanças climáticas vividas pelo planeta, são as conhecidas Eras Glaciais.


Livro: Fonte: MOREIRA, João Carlos; SENE, Eustáquio de. Geografia geral e do Brasil; espaço geográfico e globalização. Vol, 1. 2017.
Fonte (internet): Brasil Escola, Climapédia, Geografalando.

Respostas: a. tempo; b. clima; c. tempo; d. clima

Interpretação de climogramas



O que é um climograma?

O climograma é um instrumento utilizado para a análise da dinâmica atmosférica dos lugares.São uma espécie de gráfico-síntese sobre os tipos climáticos ou sobre a dinâmica atmosférica de uma determinada região ao longo de um ano.

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