20 de janeiro de 2017

A importância dos rios

Imagem: Salto Yucumã/RS
A hidrosfera corresponde à camada líquida que envolve a superfície do planeta, e seu estudo é realizado pela Hidrologia (ou Hidrografia), ciência que analisa as características gerais e a distribuição espacial das grandes extensões de águas no globo terrestre.

Os rios são fontes de um dos recursos naturais indispensáveis aos seres vivos: a água. Além disso, têm grande importância cultural, social, econômica, histórica…

Milhares de espécies da flora e fauna, inclusive a espécie humana, consomem água de rios, que precisam ter uma qualidade adequada para os diversos usos.
Dos rios provem grande parte da água consumida pela humanidade para beber, cozinhar, lavar, conservar alimentos, cultivar plantas, criar animais, navegação, dentre outros usos.
Irrigação
Os rios são muito importantes para a irrigação de terras em atividades agrícolas e para que a sustentabilidade da vegetação natural.
Um exemplo na história é o rio Nilo. Localizado em uma região desértica do continente africano, foi graças a ele que se pôde irrigar as terras para a agricultura no Egito Antigo. Após as cheias do rio, as terras das margens ficavam forradas de húmus, um lodo fértil.
A disponibilidade de água doce por regiões do Brasil


Existe uma desigual distribuição de água no Brasil. 
A região com mais água é a que tem menor população.

A distribuição de água doce no mundo
Pelo mapa pode-se perceber a incrível desigualdade na distribuição da água doce pelo mundo.
Os Estados Unidos usam mais de 70% de sua água para irrigação e no agronegócio. Vários pontos de seu território enfrentam crises hídricas sem precedentes, com perda de lavouras e quedas vertiginosas na produção de grãos e carne. O Rio Colorado, por exemplo, deixou de alcançar o oceano por déficit hídrico. E as barragens tem sido um dos grandes problemas nos Estados Unidos.

Segundo o Greenpeace, o maior reservatório de água doce do mundo, lago Baikal, que fica no sul da Sibéria, Rússia, está atualmente em nível crítico e gera especulações de que as regiões que são abastecidas por ele serão em breve afetadas pela seca. O baixo nível do lago também causa grande impacto na fauna local. Peixes são os primeiros a serem afetados pelo volume reduzido de água.

“O aumento dessa perda por causas humanas é como um grande rio de água doce da Terra para a atmosfera. Mudamos muito o sistema da água doce sem saber”, observou Gia Destouni, professora da Universidade de Estocolmo. “Já superamos os limites do consumo de água doce do planeta. Isso é sério”, acrescentou.

Consumo agropecuário 
O setor que mais consome é também o que mais desperdiça água doce no Brasil. A agropecuária usa 70% da água no país, porém quase metade desse montante é jogada fora. As estimativas são do Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês). Entre os motivos do desperdício estão irrigações mal-executadas e falta de controle do agricultor na quantidade usada em lavouras e no processamento dos produtos. Os impactos recaem sobre o ecossistema, já que lençóis freáticos e rios sofrem com a falta de chuvas e correm o risco de secar ao longo dos anos.

Tubulação - perda também na rede de abastecimento
A agropecuária não pode ser apontada como única vilã quando o assunto é desperdício de água. Em média, metade do volume destinado à distribuição domiciliar é jogado ralo abaixo no Brasil. “A estimativa é que de cada 100 litros que saem para distribuição 50 são perdidos. É necessária uma reforma no sistema”, afirma o coordenador da The Nature Conservancy, Albano Araújo. Segundo dados da FAO, 10% da água utilizada no Brasil têm como destino o abastecimento residencial e 20% o setor industrial.

De acordo com Devanir dos Santos, da Agência Nacional de Águas, há municípios em que 70% da água que sai para distribuição não chegam ao destino. “Instalações antigas, adutor estourado e até ‘gatos’ na ligação da água contribuem para isso”, explica.

Fonte: Gazeta do Povo, Brasil Escola, Mundo Educação, Teor Crítico.
Fonte gráfico: Relatório Mundial das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento de Recursos Hídricos.

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