16 de setembro de 2019

Blocos econômicos regionais: União Europeia

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A União Europeia (UE) é o mais antigo e integrado dos blocos econômicos existentes. Foi criado pelo Tratado de Roma, em 1957, e passou a vigorar em 1° de janeiro de 1958 com o nome de Comunidade Econômica Europeia (CEE). Foi assinado por seis países da Europa Ocidental: Alemanha (na época Alemanha Ocidental), Bélgica, Países Baixos (Holanda), França, Itália e Luxemburgo. 

Em 1992, com a assinatura do Tratado de Maastricht, a CEE passou a denominar-se União Europeia(UE). Por esse tratado reestruturou-se o bloco, que assumiu o modelo de união econômica e monetária, uma vez que, além das políticas conjuntas para os setores de segurança e política monetária, foi criada uma moeda única, o euro. Atualmente, a moeda única é adotado por 19 países-membros da União Europeia. Suécia, Reino Unido e Dinamarca optaram por não adotar o euro.
Em 2004, dez novos países ingressaram na UE, que passou a contar com 25 membros. Em 2007, outros dois países aderiram ao bloco: Bulgária e Romênia. Em 2013, a Croácia ingressou na UE, sendo o 28°membro.

A União Europeia é o maior bloco comercial do mundo. Da lista dos dez principais exportadores, cinco são membros do bloco. São eles: Alemanha, Países Baixos, França, Itália e Reino Unido. Segundo dados da OMC, em 2015, a União Europeia era responsável por cerca de 20% de todo o comércio mundial. Entretanto, o comércio entre o bloco supera o comércio com o exterior.

Ampliação do espaço da União Europeia

Em mais de cinquenta anos de existência, a UE passou de 6 para 28 membros. Apesar das políticas econômicas comuns, existem profundas diferenças socioeconômicas entre os países do bloco. Existe a parte ocidental (mais rica) e a parte oriental (menos rica). Também há tratamentos diferenciados entre os antigos e os novos membros.

Atualmente a União Europeia tem 27 membros, com a saída do Reino Unido em 31 de janeiro de 2020.

A UE tem como um de seus objetivos a livre circulação de pessoas. Entretanto, foram criadas regras para conter a migração de povos do Leste Europeu ( e de outras regiões fora da UE como do Oriente Médio e da África Subsaariana), onde a crise de desemprego era maior que nos países da Europa Ocidental. Alguns Estados-membros abriram seus mercados de trabalho. Outros permitem um acesso mais restrito. As disparidades culturais e econômicas entre seus membros também dificultam maior integração.



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Crise econômica na União Europeia
A crise financeira iniciada em 2008 nos Estados Unidos atingiu a União Europeia a partir de 2010.
Uma das principais causas foi que alguns países gastaram mais do que arrecadaram. A Grécia foi o primeiro país a ser atingido pela crise. Outros países afetados foram Portugal, Espanha, Itália, Irlanda e Chipre.
Após reformas implantadas dentro do bloco, em agosto de 1917, o vice-presidente da Comissão Europeia anunciou o fim da crise.

O Brexit
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Em 2016, após uma campanha baseada na economia e na imigração, 51,9% dos britânicos votaram em plebiscito pela saída do Reino Unido do bloco. O Brexit é a abreviatura para "British Exit" ("saída britânica").

Em março de 2017 a decisão foi notificada ao bloco e, segundo o Tratado de Roma, a separação se efetivaria dois anos depois, em março de 2019. Entretanto, um novo prazo foi estabelecido para a saída do Reino Unido do bloco: 31 de outubro de 2019.

A demora na saída definitiva do Reino Unido  deveu-se  a acordos feitos entre este país e os demais países do bloco e  envolveu a quebra do contrato de parceria. 

O que vai acontecer com os cidadãos britânicos que moram em outros países europeus e com europeus de outros países que moram no Reino Unido? Houve o retorno do fechamento da fronteira entre a Irlanda do Norte (que é parte do Reino Unido) e da República da Irlanda (que é um país independente e faz parte da UE)?

Atualização
Em 31 de janeiro de 2020 ocorreu a saída formal do Reino Unido da União Europeia.

Questões sobre o comércio mundial e blocos econômicos AQUI.

Fonte (Livros):
ALMEIDA, Lúcia Marina Alves de; RIGOLIN, Tércio Barbosa. Fronteiras da globalização. Vol. 2. São Paulo: Editora Ática, 2017.
MOREIRA, João Carlos; SENE, Eustáquio de. Geografia geral e do Brasil; espaço geográfico e globalização. Vol, 2. São Paulo: Editora Scipione, 2017.
VIEIRA, Bianca Carvalho et.al. Ser protagonista: geografia. 3 ed. São Paulo: Edições SM, 2016.
Fonte (Web):
https://www.mundovestibular.com.br/estudos/historia/a-expansao-maritima-europeia
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/euro-5.htm
https://www.guiadacarreira.com.br/educacao/enem/crise-economica-europeia/
https://www.suapesquisa.com/uniaoeuropeia/crise.htm
https://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2019/05/24/interna_internacional,1056316/uniao-europeia-60-anos-de-avancos-e-crises.shtml
https://www.bbc.com/portuguese/internacional-46335938
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/brexit-ou-saida-inglaterra-uniao-europeia.htm
https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,passados-10-anos-europa-anuncia-fim-da-sua-pior-crise-em-seis-decadas,70001930776

15 de setembro de 2019

O Comércio Mundial

 Mapa OMC: em verde os países-membros, em azul membros representados em conjunto pela União Europeia, 
em amarelo os observadores e em vermelho não-membros. Imagem: Wikipédia
O comércio internacional

O comércio internacional não é coisa da atualidade. Já no século XV, com as Grandes Navegações, houve a expansão marítima e comercial da Europa,  e o contato comercial entre o Velho Mundo e o Novo Mundo. O comercio passa a ser mundial. Entretanto, foi a partir do final da Segunda Guerra Mundial que se estabeleceram boa parte das bases do atual comércio mundial, que seriam consolidadas a partir dos avanços tecnológicos e das transformações políticas ocorridas a partir do final da guerra fria.

13 de setembro de 2019

A pressão atmosférica e os ventos

Pressão atmosférica: é o peso do ar sobre a superfície. Existem  diferenças de pressão atmosférica na superfície terrestre, porque esse peso não é exercido de maneira uniforme em todos os lugares. Das diferenças de pressão atmosférica é que se originam os ventos.
As isóbaras são linhas que unem pontos de igual pressão atmosférica. O estudo do traçado das isóbaras é útil para localizar as áreas de alta ou baixa pressão e, assim, conhecer a direção das frentes, ciclones, ventos e tornados. Nos observatórios, a pesquisa das isóbaras é utilizada na prevenção de catástrofes.
O aparelho que mede a pressão atmosférica de um lugar é o barômetro e, a partir daí, são traçadas as isóbaras.

Imagem: Pixabay
Ventos: são os movimentos verticais e horizontais do ar e sua formação depende da distribuição das temperaturas na superfície da Terra, pois estas são responsáveis pelas desigualdades de pressão atmosférica que iniciam esses movimentos. Quando o ar é aquecido, fica menos denso e sobe, o que diminui a pressão sobre a superfície e forma uma área de baixa pressão atmosférica. Quando o ar é resfriado, fica mais denso e desce formando uma zona de alta pressão.
Os ventos classificam-se em horizontais ou verticais (ascendentes ou descendentes).

12 de setembro de 2019

Precipitações superficiais

O nevoeiro, o orvalho e a geada representam as precipitações superficiais, também chamadas de condensações superficiais. 

Nevoeiro (ou neblina): é a umidade que se condensa próxima ao solo. São gotículas de água muito pequenas e que ficam em suspensão numa camada de ar  próxima da superfície da Terra. Forma-se quando o ar quente e úmido, em contato com o solo frio ou com superfícies líquidas, perde calor e se condensa. Ocorre em noites de céu limpo, ventos fracos  e umidade relativa do ar acima de 90%.
O nevoeiro é uma nuvem com base em contato com o solo.
Por convenção internacional, usa-se o termo nevoeiro quando a visibilidade horizontal no solo é inferior a 1 km; quando a visibilidade horizontal do solo é superior a 1 km, a suspensão é denominada neblina.
Imagem: Pixabay

7 de setembro de 2019

Questões sobre tipos de chuva

1. A chuva é um dos vários tipos de precipitação do vapor d'água existente na atmosfera, sendo caracterizada pela queda da água em sua forma líquida. Os principais tipos de chuva, de acordo com sua forma de ocorrência, são:
I) Chuvas de convecção ou convectivas
II) Chuvas de granizo
III) Chuvas frontais
IV) Chuvas orográficas
Estão corretas as alternativas:
a) I, II e III.
b) I e IV
c) I, II e IV.
d) I, II, III e IV.
e) I, III e IV.

26 de agosto de 2019

A Amazônia e o fenômeno dos "rios voadores"

Imagem: Projeto Rios Voadores

A influência da Amazônia no regime de chuvas da América do Sul

“Rios voadores” são cursos de água atmosféricos, invisíveis, que passam por cima de nossas cabeças transportando umidade e vapor de água da bacia Amazônica para outras regiões do Brasil. A floresta Amazônica funciona como uma bomba d’água. Ela “puxa” para dentro do continente umidade evaporada do oceano Atlântico que, ao seguir terra adentro, cai como chuva sobre a floresta. Pela ação da evapotranspiração da floresta, as árvores e o solo devolvem a água da chuva para a atmosfera na forma de vapor de água, que volta a cair novamente como chuva mais adiante.
A evapotranspiração da floresta Amazônica e a umidade gerada por ela tem uma importante contribuição no regime de chuvas do Brasil.
Além de levar umidade para outras regiões do Brasil, estes fluxos aéreos de água, empurrados pelos ventos, levam a umidade para outros países da América do Sul como Bolívia, Paraguai, Argentina, Uruguai e até mesmo o sul do Chile.

25 de agosto de 2019

Elementos do clima


A ATMOSFERA E OS FENÔMENOS METEOROLÓGICOS

Vamos começar o nosso estudo de climatologia distinguindo tempo de clima, já que é comum confundir os dois conceitos. Por que fazemos essa confusão? O clima indica a sucessão das variações dos estados do tempo em um determinado lugar durante um longo período. Já o tempo não se apresenta sempre igual num mesmo tipo de clima. Um dia pode ser ensolarado; outro pode estar nublado, chuvoso ou com muito vento. O tempo muda de acordo com as condições atmosféricastemperatura, pressão atmosférica, direção dos ventos, nebulosidade, umidade, etc. — registradas em determinado momento. Em outras palavras, o estado momentâneo do ar, num determinado lugar da Terra, caracteriza o tempo atmosférico desse lugar. Por isso dizemos, por exemplo: “O tempo, hoje, está frio e chuvoso”. Por que isso ocorre?

A atmosfera — camada gasosa que envolve a Terra — não se apresenta de forma homogênea em toda a sua extensão. Torna­-se rarefeita e tem sua composição alterada à medida que a altitude aumenta. Ao nível do mar, é constituída de 78% de nitrogênio, 21% de oxigênio e apenas 1% de outros gases (argônio, xenônio, neônio, gás carbônico, etc.), além de poeira. O oxigênio que existe no ar atmosférico é indispensável para que haja vida na superfície da Terra.

CAMADAS DA ATMOSFERA

Troposfera
A troposfera é a camada de ar que está em contato com a crosta terrestre. Possui aproximadamente 17 quilômetros de espessura e é onde acontecem todos os fenômenos meteorológicos, como chuvas, neve, granizo, ventos, tempestades, etc. É a camada da vida.

Estratosfera
A estratosfera é a camada localizada entre a troposfera e a mesosfera. Está localizada aproximadamente entre 17 e 50 km da superfície da Terra e é onde está localizada a camada de ozônio,

Mesosfera
A mesosfera é a camada localizada entre a estratosfera e a termosfera. É a camada atmosférica mais fria, com temperaturas que podem atingir os -90°C. Nessa camada, a resistência do ar cria atrito com meteoritos, de maneira a gerar a sua combustão, o que impede que atinjam a superfície da Terra. A mesosfera situa-se numa altitude entre 50 e 80 km, aproximadamente.

Termosfera ou ionosfera
A termosfera é a camada entre a mesosfera e a exosfera, com altitudes entre 80 e 600 km. Possui temperaturas elevadas, que podem atingir os 1500°C. O ar nesta região torna-se extremamente rarefeito, predominando o gás hidrogênio.

Exosfera
A exosfera é a última camada da atmosfera, responsável pela transição entre a termosfera e o espaço sideral. Não apresenta limite superior, mas se inicia a partir dos 600 km de altitude.

ELEMENTOS DO CLIMA
Vamos agora ao estudo de cada um dos elementos que definem o tempo e caracterizam o clima de um lugar. São eles: temperatura, umidade e pressão do ar.

TEMPERATURA DO AR

A fonte de energia responsável pela temperatura da atmosfera, ou seja, pela quantidade de calor que existe no ar, é o Sol. A radiação solar, ou insolação, atravessa a atmosfera, que retém 19% do calor irradiado; 47% dessa radiação é absorvida pelas águas e terras da superfície terrestre e refletida para o alto, aquecendo a atmosfera de baixo para cima. Os outros 34% são refletidos diretamente pela atmosfera e pela superfície da Terra.

A quantidade de calor que está presente na atmosfera, em determinado momento, corresponde à sua temperatura, medida por um termômetro meteorológico — o termômetro de máxima e mínima —, que registra as condições máximas e mínimas da temperatura do ar.

Podemos usar duas escalas para medir a temperatura do ar: Celsius ou centígrado e Fahrenheit. A mais usada é a escala Celsius, que se baseia no ponto de congelamento (0 °C) e no ponto de ebulição da água (100 °C). Na escala Fahrenheit, o ponto de ebulição corresponde a 212 °F e o de congelamento, a 32 °F.

Ao estudar a atmosfera, os meteorologistas preocupam­-se em investigar alguns dados importantes.

Temperatura máxima: é a mais elevada temperatura registrada em determinado período. O registro pode ser diário, mensal ou anual.
Temperatura máxima: 35°C
Temperatura mínima: é a mais baixa temperatura registrada em determinado período. Pode ser medida diária, mensal ou anualmente.
Temperatura mínima: 5°C
Média térmica: é a média aritmética das temperaturas. Pode ser calculada diária, mensal ou anualmente.
35°C+5°C=40°C ÷ 2=20°C (média térmica)
Amplitude térmica: é a diferença entre a maior e a menor temperatura registrada em determinado período.
35°C-5°C=30°C

UMIDADE DO AR

A umidade atmosférica (quantidade de vapor de água existente no ar) varia de um lugar para outro e até em um mesmo lugar, dependendo do dia, do mês ou da estação do ano.

É comum ver ou ouvir, em boletins meteorológicos, afirmações como: “Tempo bom, temperatura estável, umidade relativa do ar de 60%”. Sabe o que significa “umidade relativa do ar”?

A umidade da atmosfera pode ser considerada em números absolutos — g/m³, ou seja, gramas de água existentes em cada metro cúbico de ar — ou relativamente ao seu ponto de saturação, que é a sua capacidade máxima de reter umidade. Portanto, umidade relativa de 60% quer dizer que faltam 40% para atingir a capacidade de retenção total de vapor de água no ar e começar a chover.

Quando o vapor de água da atmosfera atinge seu ponto de saturação, ocorrem as precipitações, que podem se apresentar sob várias formas: chuva, neve e granizo. São as chamadas precipitações não superficiais, porque a condensação acontece nas camadas mais elevadas da atmosfera. Quando a condensação ocorre na superfície da Terra, formam­-se o nevoeiro, o orvalho e a geada, que não são considerados propriamente precipitações, e sim condensações superficiais, porque não caem, isto é, não se precipitam.

Precipitações não superficiais

1. Chuvas. Resultam da conjugação de dois fatores: o vapor de água em seu ponto de saturação e a queda de temperatura da atmosfera.

Chuvas convectivas ou de convecção. Ocorrem quando o ar, em ascensão vertical, se resfria, se condensa e se precipita na forma de chuva. Esse tipo de chuva é muito comum nas regiões equatoriais, como a Amazônia.

Chuvas de relevo ou orográficas. Ocorrem com a ascensão e o resfriamento do ar, quando este tem de ultrapassar barreiras montanhosas. No litoral do Nordeste brasileiro, a barreira do planalto da Borborema provoca chuvas na Zona da Mata e no litoral.

Chuvas frontais. Resultam do choque de uma massa de ar frio com uma massa de ar quente. As chuvas frontais são frequentes no litoral oriental brasileiro, como consequência do encontro da massa polar atlântica (fria) com a massa tropical atlântica (quente).

 2. Neve. Precipitação de cristais de gelo, em geral estão agrupados em flocos e formados pelo congelamento do vapor de água que se encontra suspenso na atmosfera, antes que eles cheguem à superfície. A queda de neve é característica de invernos de regiões temperadas e pode acontecer durante todo o ano nas altas montanhas e nas regiões polares. Em regiões habitadas, pode causar transtornos como o fechamento de estradas e aeroportos.

3. Granizo. Acontece quando gotas de água são levadas para camadas mais frias e mais altas da atmosfera, pela ascensão vertical do ar, e transformam-­se em gelo. A queda de granizo pode trazer prejuízo para as lavouras, como acontece no Sul e no Sudeste do Brasil. Chamamos o granizo de chuva de pedra.

Condensações superficiais

* Nevoeiro. É a suspensão de gotículas de água ou cristais de gelo numa camada de ar próxima à superfície da Terra. Forma-­se quando o ar quente e úmido, em contato com o solo frio ou com superfícies líquidas, perde calor e se condensa. Ocorre em noites de céu limpo, ventos fracos e umidade relativa razoavelmente alta.

* Orvalho. O solo também pode se apresentar coberto de pequeninas gotas de água, após uma noite de baixa temperatura. Ao entrar em contato com o solo frio, o vapor de água passa para o estado líquido. Temos, então, o orvalho.

* Geada. Se o resfriamento do ar for muito intenso e rápido, o vapor de água passará diretamente para o estado sólido, formando uma fria camada de gelo, conhecida como geada, que nada mais é do que o orvalho congelado.

PRESSÃO ATMOSFÉRICA

A pressão atmosférica é a força exercida pela atmosfera sobre a superfície da Terra, equivalente a uma coluna de mercúrio de 1 centímetro de diâmetro e 36 centímetros de altura. Por ser fluido, o ar tende a acumular-se nas camadas mais baixas e, devido ao peso das camadas superiores, comprime-se e torna-se mais denso e pesado. Em altitudes elevadas, porém, o ar é mais rarefeito, dilatado e posteriormente leve, resultando em menor pressão atmosférica se comparado à superfície. Esse fenômeno varia também em função da temperatura: quando aquecido, o ar torna-se menos carregado e, quando resfriado, mais denso. O aparelho que mede a pressão atmosférica é o barômetro, cuja unidade de medida é o milibar, correspondente a 1.000 dinas por centímetro quadrado. Ao nível do mar, a pressão atmosférica é de cerca de 1,014 milibares.


Livro: ALMEIDA, Lúcia Marina Alves de; RIGOLIN, Tércio Barbosa. Fronteiras da globalização.Vol, 1. São Paulo, Ática, 2017.
Fonte(internet): Climapédia, Geografalando.
Imagem: Clima e Ambiente, EcoDiario, Geografalando

Fatores do clima

Os fatores do clima são elementos naturais ou não que exercem influência sobre o clima de uma determinada região. Um ou mais fatores climáticos podem interagir, influenciando na temperatura, umidade, pluviosidade e deslocamento de ar.

Latitude: A latitude é um dos fatores do clima que influi na temperatura devido à forma esférica da Terra. A insolação diminui a partir do Equador, pois ali os raios solares incidem perpendicularmente à superfície da Terra, em direção aos pólos, onde há elevada inclinação e reflexão dos raios solares. Então a regra geral se define por a temperatura diminuir com o aumento da latitude.

Tempo e clima

O tempo é um estado momentâneo, ou seja, uma combinação dos elementos atmosféricos, como temperatura, umidade e pressão atmosférica. O tempo corresponde a um estado momentâneo da atmosfera numa determinada área da superfície da Terra. A ciência responsável pelo estudo do tempo é a meteorologia e a mesma é capaz de prever como este será em uma determinada região, a partir de dados recebidos por satélites.
O clima corresponde ao comportamento do tempo em uma determinada área durante um período longo, de pelo menos 30 anos. O clima é o padrão da sucessão dos diferentes tipos de tempo que resultam do movimento constante da atmosfera. A ciência responsável pelo estudo do clima é a climatologia, a qual afirma que mudança de tempo não significa mudança de clima, porém cabe-se constatar que o mesmo não é imutável, um exemplo das mudanças climáticas vividas pelo planeta, são as conhecidas Eras Glaciais.


Livro: Fonte: MOREIRA, João Carlos; SENE, Eustáquio de. Geografia geral e do Brasil; espaço geográfico e globalização. Vol, 1. 2017.
Fonte (internet): Brasil Escola, Climapédia, Geografalando.

Interpretação de climogramas



O que é um climograma?

O climograma é um instrumento utilizado para a análise da dinâmica atmosférica dos lugares.São uma espécie de gráfico-síntese sobre os tipos climáticos ou sobre a dinâmica atmosférica de uma determinada região ao longo de um ano.

"A atitude do educador diante do mundo deve ser sempre investigativa, questionadora e reflexiva, pois os conhecimentos com os quais ele lida em seu exercício profissional estão em permanente mutação."
Lana de Souza Cavalcanti - Geógrafa